E quando a dor me recursar o seu colo, já terei partido
Frio e sem sombra
Nem um fio de voz, e nem uma despedida,
Não haverá o que levar, nem as claridades dos olhos e nem as sobras dos beijos
Haverá uma calma estranha, semelhante ao silêncio
quando o tempo e o espaço se falarem alguma porta se abrirá
Mas me guardarei como apelo aos sentidos
Algum poema sem destino
Um bilhete deixado ao vento,
Um endereço.
Charles Burck, é o heterônimo de Wilson Costa, Rio de Janeiro, RJ. Autor, romancista, poeta e webdesigner.
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