Perdido No Espaço

Corram, que não há mais perigo… Ouçam, aquilo que não lhes digo… Morram, por um diamante de mendigo… Socorram, escorram… Acabem de vez com a brincadeira. Apenas bobeira… De um poeta sem eira… Nem beira. Onde andam meus amigos? Por onde? Fui eu quem os abandonei? Foram eles que me abandonaram? Nos abandonamos, na loucura da modernidade e da falta de qualquer coisa? Não, não coloco textos copiados para mostrar que leram, não coloco pegadinhas para testar minha “popularidade” Entre a realidade da poesia e a ficção do dia a dia, esperei que ainda estivessem comigo quando a luz apagou. E no apagão das almas, entre a escuridão total e a luz tentando a golpes de picareta romper o breu sinistro, procurando a luz das velas, lembro de um dia… Lembro de uma noite… E como são escuras as noites… Onde estão todos, Will Robinson? Perigo, perigo! Nada tema, com Barata não há problema. E disse o robot cibernético: não há mais ninguém perdido no espaço. Só as almas. Carentes. E na solidão do espaço, numa jornada nas estrelas, cadentes, solto meu verso… Pelo Universo. No reverso… Da medalha. E no verso da folha, rabisco meus garranchos tortos que desafiam a lei da gravidade. Com a gravidade que se faz necessária. A necessidade é a mãe da invenção. Invencionice isso. A necessidade é a mãe da poesia. E da realidade. E entre poucas e boas, solto a corda, desprendo o gancho e me lanço à órbita do planeta chamado… Universo!

15/02/2015

Pornomatopéias
Barata Cichetto
Gênero: Crônicas Poéticas
Ano: 2024
Edição: 5ª.
Editora: BarataVerso
Páginas: 222
Tamanho: 20× 20 × 1,50 cm
Peso: 0,550

Barata Cichetto, Araraquara – SP, é o Criador e Editor do BarataVerso. Poeta e escritor, com mais de 30 livros publicados, também é artista multimídia e Filósofo de Pés Sujos. Um Livre Pensador

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