Aos homens, a fome, a sobrevivência, e as sucumbências do inferno
Lhes concedam o bendito arbítrio, os vícios, e os suportáveis venenos
Qualquer meio termo entre as adjacências, é uma escolha de natureza lírica
Qualquer meio amor, é maior que amor nenhum.
Ao menos se serve do beijo, e da boca que bebe dos brancos derramamentos.
Da pele nua e das suas oferendas de cunho pagão
Ao menos que se valha o verso, a rima e qualquer palavra torta,
Que se possa explicar o vácuo e a teoria da evolução.
Eram os Deuses maniqueístas, sádicos e avarentos
De soberba ritualística, desejavam a oração das mulheres pias,
Enquanto fodiam com as prostitutas de lábios grossos.
Faziam esfolar os joelhos dos pobres pecadores e do sacristão
Depois bebiam das bebidas vermelhas, até se escorrer pela boca,
Manchar o chão e a carne.
Para se ter os extremos exatos dos quadrados perfeitos.
O silêncio, o grito e a prece
O desassossego, o pranto e a calmaria
O coito, a fome e o êxtase
A noite, é fim e começo.
19.Ago.21