Montagem: Barata

Um Duelo Medieval Travado Numa Ilha Feita de Merda

Reza o anedotário nacional que a tripulação da caravela de Cabral ficou um bom tempo inerte no Atlântico devido a uma calmaria e parte da comida levada a bordo como suprimento se deteriorou. Como não havia muito o que comer no navio e a viagem ainda estava na metade, os marinheiros se alimentaram do que já estava impróprio para o consumo, resultando em uma disenteria coletiva que assolou brutalmente toda a tripulação. A profusão inesperada e abundante de fezes teve que ser lançada ao mar para que a viagem continuasse em condições salutares. Semanas depois, a caravela encalhou num monte gigantesco de merda. Impossibilitados de liberar a embarcação, a tripulação decidiu ficar e batizar o lugar como Ilha de Vera Cruz.

Desde então nosso país tem sido tratado como aquilo que a anedota o qualifica: um monte de merda. Não que não haja patriotas que o dignifiquem como já ocorreu no passado, mas a imensa maioria de nossos compatriotas enxergam e tratam o Brasil como sendo a maior parte de um colossal aglomerado de material fecal infecto que separa o Atlântico do Pacífico.

“O Brasil é muito impopular no Brasil”, diria o Nelson Rodrigues de barba por fazer diante de um cinzeiro cheio de bitucas amassadas. E não é pra menos: Nosso país é uma impossibilidade matemática. Quase como uma equação recursiva em que uma aparente solução só eleva ainda mais o número de incógnitas e nos afasta cada vez mais de um resultado minimamente coerente. Mas independentemente de tudo isso, o Brasil é o país do amor (onde ditadores comunistas é que mandam), ainda é o país do samba (embora o funk de morro carioca tenha dominado tudo) e do futebol (apesar de a seleção não ganhar nada relevante há 22 anos). Ainda assim, em nossa merdolândia tropical, temos agora a nova coqueluche do momento: o bate-boca acusatório entre Elon Musk e nosso magistrado-cão-de-guarda-da-ditadura-socialista.

Nossa ilha fecal exala odores raros. Entre eles o odor da bizarrice surreal. Aqui, nossos generais de 10 estrelas barrigudos e moloides se arvoram em dizer que a esquerda brasileira não é comunista e políticos de oposição tem medo de alguma ação efetiva que ponha ao menos a cabeça pra fora do mero discurso de palanque. Ninguém em nosso monte de merda se atreve a contestar o togado careca com medo de ir parar atrás das grades. Mas eis que de terras estrangeiras de além-mar surge um paladino da liberdade! Vem a galope em seu carrão esportivo elétrico movido a bateria de lítio que pesa 500 quilos com durabilidade de 10 anos empunhando o estandarte enferrujado da liberdade de expressão.

Como num combate medieval, o togado vermelho e nosso paladino elétrico se colocam numa justa (aquele duelo entre cavaleiros da idade média), mas sem lanças, sem armaduras e sem senso de ridículo. O embate surreal é na base do post de rede social. Nosso paladino bilionário norte-americano faz denúncias e o togado devolve o golpe (ops!) incluindo-o num processo ilegal e fraudulento.

Não, isso não é mais uma piada como a do Cabral! Um juiz tupiniquim, instrumento do comuno-socialismo bananeiro, incluiu um dos maiores empresários do planeta num processo judicial que não tem efeito nenhum além de nossas fronteiras, fato que deve ter gerado um riso de canto de boca em Elon Musk enquanto ele aprecia mais um dos seus foguetes subindo rumo à exploração espacial.

Nossa auto ignorada pequenez terceiro-mundista nos permite exatamente isso: sentir que é legítimo não fazer a mínima ideia do tamanho de nossa insignificância. Musk lança foguetes no espaço sideral. Xandão lança processos na ilha de cocô. Mas o cavaleiro careca de toga vermelha não está só. Seu chefe, o rei vermelho, vem célere em seu auxílio. Sem perder a chance de aparecer para seus asquerosos súditos, nosso rei frequentador do cárcere entrou no embate com o discurso mais demagógico que encontrou em seu repertório de idiotices: declarou em alto e bom tom que “bilionário que faz foguete devia usar seu dinheiro pra salvar floresta”.

Para o bebum do ABC, salvar a floresta é entrega-la aos interesses franceses – vide a visita recheada de intenções escusas que Macron fez à Amazônia, com direito a cenas cafonas dignas do seriado Malhação, mas com atores piores. Lula, que não passa de um sindicalista analfabeto que mal sabe falar o próprio idioma, se presta a criticar um mega empresário que está trabalhando para que a humanidade consiga colonizar o planeta Marte.

A megalomania de nosso rei corrupto o credencia a um comportamento típico de um vira-latas sarnento latindo para as rodas de um trem-bala em movimento. Mais do que não ter noção de sua insignificância, Lula se empanturra da própria imbecilidade e a distribui generosamente para os que o elegeram, seus iguais, sempre prontos a defender caninamente seu rei corrupto.

É claro que Musk tem seus interesses comerciais e o Brasil, o mais promissor dos países sem futuro, está incluído em seus planos – os quais vem sendo atrapalhados pela política desastrosa dos comunistas atrasados do núcleo lulo-petista. Isso não lhe acrescenta virtudes nem lhe tira méritos. Musk é também impermeável a seus opositores, sejam eles gente como George Soros (a quem chama de inimigo da humanidade) ou algum anão moral dos trópicos que lhe salpique as botas com lama.

Evidentemente que nessa batalha de denúncias virtuais, o juizinho da suprema corte ameaça banir do Brasil a rede social de Musk, o antigo Tweeter e atual X, a exemplo do que fizeram alguns países que o esquerdismo tem como modelo de democracia, tais como Irã, Coréia do Norte e China.

Para que o reino nojento do esquerdismo brazuca siga em frente, é preciso calar os opositores, suprimir a liberdade de expressão, implantar a censura absoluta e banir meios de comunicação independentes para criar uma realidade artificial feita sob medida para legitimar as mentiras que sustentam a ideologia do regime comuno-lulista.

Sem isso, o rei vermelho não conseguirá reinar sobre nossa ilha fecal com tranquilidade para roubar a população e nem seus eventuais sucessores conseguirão transformar tudo numa imensa favela ao estilo cubano – sonho que os esquerdistas alimentam há 60 anos. Mas o que vai acontecer depois da tal batalha? Rigorosamente nada.

Nenhum dos combatentes vai cair do cavalo. Musk continuará a explorar o espaço com seus foguetes que colocam a NASA no chinelo, Xandão continuará fazendo tudo o que bem quiser – menos propaganda de xampu – e nosso país continuará sendo o que sempre foi: um monte de merda encontrado por Cabral no meio do oceano.

Áureo Alessandri é engenheiro, escritor e músico da banda La Societá, autor do livro “Conspiração Andron“. Um Livre Pensador.

COMPARTILHE O CONTEÚDO DO BARATAVERSO!
Assinar
Notificar:
guest

0 Comentários
Mais Recente
Mais Antigo Mais Votado
Inline Feedbacks
Ver Todos os Comentários

Conteúdo Protegido.
Plágio é Crime!

×