Talvez
Só tenha visto a cor dos meus olhos,
E, não através deles.
Não sabe o segredo, sobre o inevitável das rosas.
Preferiu viver, em minhas superficialidades.
Ignorou meu mundo, credo e verdade.
Um cego vil, premeditado, orquestrado
Em suas muletas.
Talvez,
Minhas palavras,
Morreram antes do seu ouvido.
Não as entendeu,
Nem quis.
Ensurdecido indiferente,
Envaidecido, pelo meu amor.
Talvez,
Tenham faltado,
Flores, falas, coragem,
Amanhã.
E, em deficiências, ausências,
O mundo se desfez
De nós.
E só agora, eu te conheça.
Meus olhos são verdes.
Dizem histórias.
Junho 19