Quando mato a minha fé nos homens
Também morro, cerro os olhos
Passo em passamento.
Só não sei ainda de que forma
Se pacata ou violentamente, me foi tirada a vida.
Não sei se por acidente,
Ou morte natural.
Previsível .
Me enluteço empobreço
Eles insistem no caos
Espalham se as sentenças.
Cumpram se as ordens
Desses Deuses, pobres de honra.
O negror em que me deito
Passa me aos olhos feridos
Repousam em minha alma
Me estendem as mãos.
Sigo, cúmplice
Em silêncio velado
Nessas palavras mortas fúnebres
Acompanhadas sepultadas,
Junto ao que segue agora morta,
Minha fé.
20 de Abril de 2018