[Os crentes precisam que todos sigam sua fé]

Os crentes precisam que todos sigam sua fé,
Que não haja brechas de dúvidas, nem frestas, nem respingos ácidos sobre suas peles
Afinal, carnes podres, cheiram mal e empesteiam as bandejas onde se largam.
Há de não se correr os riscos de sequelas, efeitos colaterais e gases intestinais inconvenientes.

E que os cantos e verdades pragmáticas, encham os templos e catedrais,
e vazem pelas escadarias ortodoxas e inumanas,
Virem inexoráveis hinos inoxidáveis, de cinza platina
Como o piche que se cola no asfalto, amalgamado, grudado ao osso,
Sem remendos, ou meios, ou finais de esquinas escuras.

Morte aos hereges, eles estão amaldiçoados, não foram vacinados no tempo certo
Carregam no DNA, incuráveis anomalias genéticas,
De neurônios que pensam nos bocados, antes da própria morte.

Deixem o bode na sala, desde que longe dos cristais da família,
Os narizes se acostumam aos odores do recinto, depois de certo tempo,
Nada que máscaras de tramas assepticas, lhes impeçam respirações perfeitas.

Saibam os homens e mulheres santas, um terço
É composto de 50 contas pequenas e 5 contas grandes.
Amém.

Lu Genez, Curitiba, PR, é poeta, escritora… E, claro, Livre Pensadora!

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