[Quando se vê o vazio e ele te retorna o olho]

Quando se vê o vazio e ele te retorna o olho, o nada, o negro infinito, se abre incalculável, sem remorso, sobre os os ossos. Sente-se a pequenez, a fragilidade e o insignificante.

Quando se percebe o vácuo, o precipício que se estende entre aqui e o horizonte, numa ponte pragmática de solitude. Sente-se a pele, o frio, a existência do ponto, do que é o determinado final.

Quando se nota o escuro imponderável , sente-se o peso do silêncio, feito a morbidez de um corpo, que se desfaz nos amanhãs, lentamente.

Quando se olha o papel, percebe-se que o poema carrega um verso inacabado, que contaria sobre os verbos, os ventos, os santos e demônios, sobre o átomo e o pó. na sua incompletude residem as noites e as manhãs.

Quando se olha realmente o espelho, enxerga-se o olho, a verdade descamada e próprio nome.

Lu Genez, Curitiba, PR, é poeta, escritora… E, claro, Livre Pensadora!

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