(Espécie de aranha da família teridiidea, viúva-negra)
Silenciam meus braços e sem abraços as pernas ficam em silêncio também
Sem caminhos a percorrer e destinos a alcançar, não existem passos a dar
Então silencia meu corpo, sem coração a bater ou sonhos a carregar além
Emudece a alma, enrudece meu ser e jamais chegarás onde queres chegar.
Silêncio. É apenas o que escuto, apenas o que quero agora escutar agora
Arranca minhas orelhas, esfacela minha carcaça podre e jogue ao aterro
Pouco sobrou de mim além de desespero e angústia, aquela que a adora
Mas então com licença, agora tenho que sair, preciso ir ao meu enterro.
Silencie minha língua, cale minha dor e goze da miséria que lhe destrói
Jamais serei enterrado junto com usurárias e damas com olhos de morte
Cinzas consumirão meu corpo tanto quanto o vazio que sua alma corrói
Sarjeta é um bom lugar, não existe maldição, existe a conduta e a sorte.
Silencie a maldição, cale o que lhe gritam demônios, aplaque o desejo
Minuto a minuto as carnes são destruídas por desumanidade e paixão
Então espero que estarás segurando a mortalha, seguindo meu cortejo
Ou chegarás atrasada, quando acabarem de fechar a tampa do caixão?
03/09/2009


Memórias Arrependidas de Um Poeta Sem Pudor
(Antologia Poética, de 1978 a 2025)
Barata Cichetto
Gênero: Poesia
Ano: 2025
Edição: 4ª
Editora: BarataVerso
Páginas: 876
Impressão: Papel Pólen 80g
Capa: Dura
Tamanho: 16 × 23 × 5,2 cm
Peso: 1,50
Brindes Incluídos:
2 Marca-páginas da BarataVerso;
1 Marca-página BarataVerso em Couro;
2 Adesivos do BarataVerso;
1 Sobrecapa
Barata Cichetto, Araraquara – SP, é o Criador e Editor do BarataVerso. Poeta e escritor, com mais de 30 livros publicados, também é artista multimídia e Filósofo de Pés Sujos. Um Livre Pensador.
