Fingem a noite, os gatos amarelos e os pintassilgos,
Como se a vida se passasse em aquários de vidros coloridos,
Na exposição de um reels virulento, e não houvesse nenhuma minúcia orçamentária a se lidar no final de um dia de inverno.
E ao fado as mentiras do fardo. Ao branco, as sujeiras de uma terra qualquer.
Levam seus enganos e segredos ao secreto fim do mundo
Fazem mudo o amanhecer sobre os seus paradeiros,
Nenhuma voz em falso, nenhum rastro da cauda de um cometa
Nada que denuncie o pó do chão batido
É que o raiar do dia, traz consigo todos os espelhos.
São nas estrelas, nos olhos brilhantes e nas asas lustrosas das borboletas,
Que se encontram as verdades dos lábios santos
Qualquer outra nota de tom amendoado, que confunda o interlocutor ao dilema do interlúdio,
É estória de ontem, sem os arrependimentos necessários ao erro.
Como se na manhã, houvesse morrido a escuridão, o breu e seus arrastos.
Eu que já acreditei na promessa do calor em dias de sol desértico,
Tive a pele esfriada nos braços da solidão.
Foi a reza de minha mãe, meu melhor ninho.
04.Set.21