Leio seus poemas com olhos de amante
Procurando saliências na sua linda pele
Qualquer pista do arrepio de um orgasmo
Qualquer palavra que diga amor.
O delírio trêmulo das pernas engalfinhadas
Na próxima rima, na próxima linha
Que diga possuir inteira
Sobre estar no molhado de um meio
No repouso dos seios.
Há de se respirar o mesmo sol.
Dançar nus nos poemas vadios
Na textura da língua que declama
Que ama, que te quer no voraz dos versos
Que se embebeda dos líquidos quentes
Engole poesia.
Leio seus poemas e te sinto a falta
Vem preencher o meu vazio
Num gozo de estrofes finais.
18.04.20
E na dinâmica sem fim da palavra em movimento, com a fonética traindo o sentido da audição, leio seus poemas com olhos diamante!