Não queira me entender,
Sou
O verbo
O dito o não dito o maldito,
O que ficou entendido, subentendido
O escrito, o descrito
O nexo, o sem nexo, o desconexo,
O que ficou atravessado.
O corte profundo da garganta
Que verte, voz silencio grito,
A palavra e, a sua nudez.
Leia me
Em voz alta
Se ouça,
Acordar
Da letargia ao me ler
Palavra solta,
No exato tempo do falar.
Sinta
Emoção reverberada,
Ao seu som ao seu tom
Ao que te emudece.
Na pretensão dessas linhas.
Te falo,
Me calo.
Te ouço
Vivo.
11\12\17