[Não sei se sei de amor]

Não sei se sei de amor
Ou de borboletas no estômago, querendo causar me rebuliços,
Tento enquadrá-lo na cena perfeita, do último filme romântico que vi na TV,
Simplesmente não sei.
E saber a resposta, não me aflige,
E ter a definição, do que é indefinido
Para me dizer algo que sinto.

Aconteceu somente,
Apareceu você,
No meio do trânsito no meio do dia, no meio da vida,
Mudou a trajetória.
Senti amor no encontro das línguas,
No corpo extasiado depois da foda
No ensaboar da pele.
No olho quente, incendiado de luxúria
No gemido rouco e, absolutamente erótico aos meus pelos.
Entrelacei os dedos as pernas os sonhos os desejos.
Os sexos confundidos no lençol, contam segredos de gozo.
Dormi bobagens de riso solto.
Você acordou meu homem e eu, sua mulher.

Só cabe o viver, sem questões de solução variável
Só cabe, o arrepio do hoje
A entrega nua da alma

Junho 19

Lu Genez, Curitiba, PR, é poeta, escritora… E, claro, Livre Pensadora!

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