No pequeno vilarejo de Veredas, os habitantes viviam sob a sombra de um profeta enigmático. Ele surgira do nada, com olhos que pareciam refletir o próprio destino. Suas palavras eram como oráculos, e a população o seguia cegamente.
Então: profetizou que a mídia seria o veículo da salvação. Os jornais, rádios e telas de TV se tornaram altares onde os fiéis buscavam respostas. Mas, à medida que a adoração crescia, a verdade se distorcia. Notícias falsas, manipulações e sensacionalismo alimentavam a devoção.
Um dia, um jovem chamado encontrou um espelho antigo na floresta. Ao olhar para ele, viu seu próprio rosto, mas também vislumbrou o futuro. O espelho revelou que o profeta era um charlatão, usando a mídia para controlar mentes e enriquecer. O jovem decidiu desmascarar o falso profeta.
No dia seguinte, Ele confrontou o profeta na praça central. O profeta riu, desafiando-o a provar suas acusações. Ele então ergueu o espelho e mostrou a verdade: O Profeta era um homem comum, sem poderes divinos. A multidão ficou atônita, e a fé cega se desfez.
O Profeta desapareceu, mas a mídia continuou seu reinado. Agora, porém, as pessoas eram mais cautelosas. O espelho se tornou símbolo da busca pela verdade. E aprendeu que, no mundo real e fantástico, a mídia pode ser tanto bênção quanto maldição.
19/05/2024
Renato Pittas, Rio de Janeiro, RJ, é artista plástico, poeta, escritor e Livre Pensador. Autor de Tagarelices: Conversas Fiadas Com as IAs.

Gostei muito deste texto. Ele mostra verdadeiramente a realidade do mundo atual.