Foto: Jeff Widener, da Associated Press

“O Massacre na Praça da Paz Celestial Nunca Existiu”

“Quem controla o passado controla o futuro; quem controla o presente controla o passado” — George Orwell

Ontem, 4 de Junho, foi o 34º aniversário do massacre que deixou entre 400 e 800 estudantes chineses mortos. O Massacre da Praça da Paz Celestial (Tian’anmen ou Tiananmen) em 1989, também chamado Massacre de 4 de Junho, consistiu na repressão do governo da República Popular da China às manifestações populares pacíficas ocorridas em Pequim, por meio do emprego da força militar chinesa. Acarretou o assassinato de um grande número de civis.

No dia seguinte ao massacre, 5 de Junho, um jovem desarmado invadiu o perímetro da Praça da Paz Celestial, que estava controlado pelas forças do exército e tentou fazer parar a fileira de tanques de guerra que se movimentava. O fotógrafo Jeff Widener, da Associated Press, registrou o momento e a imagem, além de ganhar os principais jornais do mundo, tornou-se símbolo do Massacre de 4 de Junho. O rapaz, que ficou conhecido como “O Rebelde Desconhecido” ou “O Homem dos Tanques”, foi eleito pela revista Time como uma das pessoas mais influentes do século XX. Sua identidade e seu paradeiro são desconhecidos até hoje.

Atualmente, tanto a história quanto as imagens, para o governo Comunista Ditatorial Chinês são mentira, “fruto da propaganda anti-comunista ocidental”. Segundo eles, também o “suposto ‘Massacre da Praça da Paz Celestial’ (ou ‘Massacre de Tiananmen’) nunca aconteceu”.

A Ditadura Comunista do PCC controla a informação e o seu povo com mão de ferro. Chineses são proibidos de buscar os termos “massacre” e “Tiananmen” na internet. A imprensa e a internet do país não permitem que o assunto seja comentado ou que as imagens do ocorrido circulem pela população. Qualquer pessoa que faça referência ao evento é presa. O comunismo chinês tenta a todo custo apagar esse massacre de sua história.

Ontem no local dos protestos, a China estava dividida entre manifestantes pró-governo que realizavam um ato cívico e pessoas que queriam fazer memória ao massacre. A polícia chinesa rapidamente reprimiu todos que faziam qualquer menção ao evento. A praça foi transformada num local de um grande evento cívico.

05/06/2024

Barata Cichetto, Araraquara – SP, é o Criador e Editor do BarataVerso. Poeta e escritor, com mais de 30 livros publicados, também é artista multimídia e Filósofo de Pés Sujos. Um Livre Pensador

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