A situação política brasileira, nos últimos anos, tem sido palco de um espetáculo absurdo, onde a realidade parece imitar as piores distopias. Entre as figuras que se destacam nesse teatro de horrores, emerge um personagem que, em qualquer outra narrativa, seria o vilão clássico de histórias em quadrinhos: um ministro do Supremo Tribunal Federal, cuja ascensão ao poder absoluto o transformou no homem mais temido e poderoso do país.
É quase surreal que um único homem, sem ter sido eleito, tenha conseguido se colocar acima das instituições, das leis e da própria Constituição. Esse ministro, com sua postura autoritária, destilando arrogância e desdém pelas opiniões contrárias, se transformou na personificação de um vilão, daqueles que aterrorizam, controlam e manipulam com mão de ferro. A semelhança com os vilões das HQs não é mera coincidência. Ele, assim como os tiranos fictícios, usa o medo como ferramenta, impondo sua vontade de forma implacável.
A situação do momento atual, extrapolada com a saída do “X” (antigo Twitter) do Brasil determinada por Elon Musk após a equipe brasileira ser ameaçada de prisão por não acatar decisões sigilosas e ilegais por parte de um Ministro, me traz a mente uma velha piada que circulava no Brasil como uma crítica sutil ao comunismo, mas que se encaixa perfeitamente na situação atual. Na piada, um cidadão, cansado da falta de espaço em sua casa, procura o Partido Comunista para reclamar. O representante do Partido, então, o aconselha a colocar um burro na sala. Desesperado, ele o faz, mas a situação só piora. Então, lhe é dito que ele retire o burro, e, de repente, o cidadão sente que sua casa é muito maior, embora nada tenha realmente mudado.
Esse “burro na sala” é uma metáfora poderosa, e representa aquele problema que foi introduzido de forma artificial, como uma distração ou um truque para desviar a atenção do real problema. E, assim como o cidadão da piada, muitos brasileiros, sem perceber, foram levados a acreditar que a presença desse ministro, com todo seu poder desproporcional, era uma realidade inevitável e até necessária.
Por anos, vimos esse ministro se agigantar, usando e abusando de seu poder, sempre com a justificativa de que estava “protegendo a Democracia”. Mas que democracia é essa que necessita de censura, perseguição e o silenciamento de vozes discordantes? A figura desse ministro se tornou o próprio “burro na sala” da nossa política nacional, ocupando espaço, sufocando as liberdades, enquanto a população, perplexa, assistia impotente ao avanço de sua agenda.
Assim como o cidadão da piada, ao retirar o burro, o povo pode sentir uma sensação de alívio, de que “agora sim, temos espaço”. Mas essa percepção não passa de uma farsa teatral. A verdadeira intenção por trás da retirada do “burro” não é restaurar a ordem ou a justiça, mas sim criar uma ilusão de mudança, enquanto os mecanismos de controle e censura continuam operando nos bastidores. A perseguição à Direita, os ataques à liberdade de expressão, tudo isso foi cuidadosamente orquestrado para parecer temporário, como uma aberração causada pela presença desse ministro.
Agora, com sua possível retirada, as engrenagens por trás do sistema permanecem intactas, prontas para continuar o trabalho sujo sob uma nova fachada. O burro pode sair da sala, mas os que o colocaram ali, os que se beneficiaram de sua presença, continuam a operar nas sombras, prontos para introduzir o próximo “burro”, ou quem sabe, uma nova figura, talvez menos caricata, mas igualmente perigosa.
Essa manipulação não tem data para acabar, e o povo precisa estar atento. A retirada do burro pode ser apenas o início de um novo ciclo de opressão, disfarçado de alívio. A sensação de que “agora sim, temos espaço” pode ser nada mais que um engodo, uma trégua temporária antes que o próximo ato dessa tragédia se desenrole.
O perigo maior não reside na figura desse ministro em si, mas no sistema que o permitiu crescer e se tornar o que se tornou. Um sistema que manipula, que cria vilões e depois os substitui por outros, mantendo o povo sob controle, sempre acreditando que a solução está próxima, enquanto na verdade, tudo não passa de uma mudança de cenários no mesmo teatro de horrores.
A retirada do burro da sala marca o início de uma nova fase. Mas que ninguém se engane: os verdadeiros vilões ainda estão à espreita, e a liberdade, essa sim, continua em risco. O burro pode ter sido retirado, mas os que o colocaram ali estão apenas esperando o próximo ato, prontos para continuar a peça onde pararam, mantendo o povo sob a ilusão de que as coisas melhoraram, quando na verdade, nada mudou.
No entanto, há outra piada que cabe perfeitamente aqui, mostrando como comunismo e burrice se entrelaçam a ponto de se tornarem praticamente sinônimos – um pleonasmo cruel que reflete a realidade de forma cômica, mas brutal. Essa piada resume, de forma caricatural, a essência de um sistema que promete o paraíso, mas só entrega miséria e conformismo
Conta-se que um comunista e um burro estavam conversando, e o burro disse:
“Se eu me tornar comunista, vou ganhar duas carroças?”
“Não”, respondeu o comunista, “você vai continuar com uma só.”
“Ah, então vou ter dois sacos de milho?”
“Não, você vai continuar com um.”
“Então vou ter dois pares de ferraduras?”
“Não, apenas um.”
“Então, por que eu deveria me tornar comunista?”, perguntou o burro.
“Porque você não vai precisar dividir sua carroça, seu milho ou suas ferraduras com ninguém.”
Assim como na piada, o burro — o animal não o humano — percebe que, ao se juntar ao sistema, na verdade só perde o pouco que tem, o povo brasileiro também começou a perceber que, com um “burro na sala”, suas liberdades estavam sendo esmagadas e sua voz, silenciada. Agora, chegamos ao ponto em que os mesmos que introduziram o burro, ou seja, aqueles que permitiram a ascensão desse ministro ao poder absoluto, começam a sugerir sua retirada.
Escrito e Publicado em: 18/08/2024
A Piada do Burro na Sala
Um cidadão comunista vai até o partido reclamar que sua casa é muito pequena, apertada, e que ele não aguenta mais viver assim. O líder do partido então lhe dá um conselho:
“Coloque um burro na sua sala.”
O cidadão, sem entender, mas confiando no partido, faz o que lhe foi pedido. Dias depois, ele volta, desesperado, dizendo que a situação só piorou, pois agora a casa está ainda mais apertada e insuportável com o burro lá dentro.
O líder do partido então lhe dá outra orientação:
“Agora retire o burro da sala.”
O cidadão volta para casa, retira o burro, e depois retorna ao partido sorridente:
“Agora sim, minha casa parece enorme!”
Postado no X, em 17/08/2024
Por: Global Government Affairs
@GlobalAffairs
Noite passada, Alexandre de Moraes ameaçou nosso representante legal no Brasil com prisão se não cumprirmos suas ordens de censura. Ele fez isso em uma ordem secreta, que compartilhamos aqui para expor suas ações.
Apesar de nossos inúmeros recursos ao Supremo Tribunal Federal não terem sido ouvidos, de o público brasileiro não ter sido informado sobre essas ordens e de nossa equipe brasileira não ter responsabilidade ou controle sobre o bloqueio de conteúdo em nossa plataforma, Moraes optou por ameaçar nossa equipe no Brasil em vez de respeitar a lei ou o devido processo legal.
Como resultado, para proteger a segurança de nossa equipe, tomamos a decisão de encerrar nossas operações no Brasil, com efeito imediato.
O serviço X continua disponível para a população do Brasil.
Estamos profundamente tristes por termos sido forçados a tomar essa decisão. A responsabilidade é exclusivamente de Alexandre de Moraes.
Suas ações são incompatíveis com um governo democrático. O povo brasileiro tem uma escolha a fazer – democracia ou Alexandre de Moraes.
Barata Cichetto, Araraquara – SP, é o Criador e Editor do BarataVerso. Poeta e escritor, com mais de 30 livros publicados, também é artista multimídia e Filósofo de Pés Sujos. Um Livre Pensador.




Perfeito! E há quem não enxergue
Muitos enxergam, mas o medo as cega. O exercício do medo, instaurado durante a pandemia com sucesso, e seus atos decorrentes, estão fazendo seu trabalho direitinho. Como disse Elon Musk: O Brasil tem que escolher… Ademais, estou velho demais para ser covarde!