As Mulheres Que Eu Comi

A primeira mulher que eu comi foi Da. Mércia. Eu tinha 8 anos, segundo ano primário e uma porra ainda que não passava de uma melequinha incolor. Da. Mércia, que era minha professora-substituta, tinha 18 anos e usava uma mini-saia bem curta e gostava de sentar de pernas cruzadas sobre a mesa onde pousavam livros, diários de classe, giz, esses instrumentos de cultura e tortura. Eu era apaixonado por aquelas pernas e por aquele cabelo preto e liso caindo-lhe sobre os ombros, sem contar o sorriso malicioso demonstrando que Da. Mércia sabia demais… Sobre muitas coisas. Era chegar em casa, e sem nem mesmo entender bem porque, permanecia trancado no banheiro, único da casa, para desespero de todos os outros membros da família. E ai eu comia Da. Mércia sem nem saber onde ficava a buceta de uma mulher.

O tempo passou, Da. Mércia deu lugar a Da. Abigail, uma gorda enorme e sádica que gostava de dar com os nós dos dedos na cabeça dos alunos. Essa eu nunca comi. Apenas me escondia embaixo da salas, que era de tábuas separadas para espiar aquela bundona forrada por uma calcinha que parecia a lona do circo ali do bairro, embora quase sempre fosse branca e rendada. O primário acabou e ai apareceu a próxima mulher que eu comi com muito gosto: Da. Maria José, minha professora de matemática. Foi a única vez que me interessei por essa matéria, pois afinal precisava conquistar minha segunda amante. Era apaixonado por ela e nem lembrava mais das coxas de Da. Mércia. Traíra descaradamente minha primeira amante. Da. Maria José era doce, um poema matemático, as contas e equações tinham um sabor de sacanagem, cada sorriso era um convite á sacanagem. Um ou dois anos e Da. Maria José saiu da escola, mas sem antes eu comê-la diariamente no banheiro da escola, onde inclusive eu ia fumar escondido. Aprendi a fumar para impressioná-la. Ela era fumante e eu, como seu macho também precisaria sê-lo. O cigarro em uma mão e o pinto na outra. Uma baforada e uma ejaculada… Ah, Da. Maria José…

Eu era um grande macho e não podia ver um rabo de saia. Portanto, antes mesmo de Da. Maria José deixar a escola eu já perseguia minha nova vítima. Linda, uma verdadeira boneca, com cílios perfeitos, boca perfeita e uma bunda fantasticamente redonda. Era Da. Beatriz, minha professora de Inglês. A paixão foi tão forte e intensa que nem lembrava mais nem de Da. Mércia, nem de Da. Maria José. Beatriz, “a que torna feliz”. Eu a amava profundamente e a comia com as duas mãos em meu pênis já nem tão infantil, pois afinal eu já era um adulto de 12 anos de idade. Amei e comi Da. Beatriz com tanta intensidade que nem precisei fazer as últimas provas na matéria dela. Tanto que estudei para impressionar minha insaciável Professora. Um dia, triste, Da. Beatriz não apareceu na escola. Dias depois descobri, porque ela contou, que estava grávida. Aquela puta tinha me traído! Estava grávida de outro. E a porra toda que eu derramara por ela, que ainda permanecia grudado, seco, nas paredes do banheiro da escola? Sacana ela. Fiquei puto e deixei de amá-la naquele momento. Era um pequeno corno aos 12 anos. Jamais amaria alguém, jurei a mim mesmo.

Mas não levaria muito tempo para quebrar minha promessa e até mesmo com requintes de vingança contra minha antiga amante. No ano seguinte, outra escola, outro bairro, uma aula de inglês e… outra Da. Beatriz. Mas não foi ela quem eu comi. Essa era ruim de doer. Minha nova aventura sexual solitária, minha nova amante era uma mulher bem mais velha: a diretora da escola. Da. Idalina era uma baixinha, ex-freira, brava que só o cacete, que proibia tudo na escola e até se enfiava no banheiro dos moleques para pegar quem estava fumando escondido. Ela ficava esperando os moleques saírem da casinha e se sentia cheiro de cigarro ela catava o moleque pelas orelhas e carregava para a diretoria. Ao menos ela dizia que por isso é que ela se enfiava no banheiro dos machos de 14 anos. Mas eu suspeitava que ela ia mesmo era espiar o pau dos moleques, especialmente o meu que tanto a desejava. A baixinha torturava a gente, fazendo com que ficássemos em silêncio absoluto e depois tínhamos que cantar o hino nacional antes de subir para a sala de aula. Ela ficava o tempo inteiro com a mão na cintura, batendo o pezinho que era calçado por uma sandalinha de salto e pontiagudo. Depois saia rebolando a bundinha redonda em direção a diretoria. Muitas vezes, me trancava no banheiro da escola e comia Da. Idalina. Ela chupava meu pinto e depois eu a fazia cantar o hino á independência enquanto a enrabava. Minha paixão por ela durou até o dia em que fiquei sabendo que ela dava para um professor de Desenho, que todo mundo pensava que era viado. Mas minha vingança havia sido perpetrada. A professora tinha me chifrado e engravidado e eu comia a diretora.

A essas alturas eu começara a ir ao cinema e as pornochanchadas eram a única forma do cinema brasileiro faturar alguma exibição. A censura era rígida a ponto de os filmes proibidos não poderem sequer mostrar os mamilos daquelas gostosas. Pelos da buceta então nem por sonho, nem a sombra. Tudo isso e mesmo assim era proibido para menores de 18, mas alguns de nós tinham a sorte de ter um cinema na Penha onde o gerente deixava a molecada entrar e se deliciar com aquela “putaria” toda. Foi então que passei a ter uma vida totalmente promíscua, comendo todas aquelas atrizes. Era uma trepada atrás da outra. Aldine Muller, Helena Ramos, Lady Francisco e muitas outras que eu às vezes nem esperava chegar em casa. Me trancava no banheiro e as comia ali mesmo. Nesta época também, comia todas as mulheres que saiam na capa do jornal “Notícias Populares”. Eram muito gostosas, com seus minúsculos biquínis de uns 10 centímetros de largura. Pena que eram em preto-e-branco.

Minha vida sexual era absolutamente intensa, capaz de me deixar até cansado e com olheiras, tantas as mulheres que eu comia diariamente. Encontrei umas fotos, fotos mesmo, de umas mulheres que pareciam ter saído de algum túnel do tempo. E… elas tinham buceta. É, elas tinham buceta, porque nenhuma outra mulher de fotos ou filmes que eu comera… tinham buceta. E essas tinham! E eu as comia todo dia. Colocava todas elas sobre o sofá a sala quando minha mãe saía e as comia, uma a uma. As vezes esporrava em todas elas. Gozei tanto sobre elas que as fotos, já amarelas, ficaram perdidas e tive que jogar minhas amantes no lixo para meu pai não perceber.

Um dia, um amigo que desenhava muito bem e matava aula desenhando, fazia o esboço de uma mulher com algo na boca. Parecia uma mulher chupando um pau. Mas não era. Era um desenho de Janis Joplin com o microfone na boca. Foi paixão instantânea cooptada por outras imagens onde ela aparecia com os mamilos furando a blusa.

Naquele momento eu era um ser ilógico e depravado: comia todas as chacretes, no programa do Chacrinha, todas as mulheres de Carlos Zéfiro, as heroínas das fotonovelas, as estrelas dos programas e intervalos comerciais. Comia minhas primas e até minhas tias, comia as estrelas do Rock, comia até mesmo as passistas de Escola de Samba. No Carnaval comia todas as mulheres dos bailes que passavam na TV. Era um verdadeiro tarado! Insaciável e louco.

Ah, ia esquecendo de contar sobre outras mulheres que eu comi em minha adolescência: a gostosa aeromoça Valery de Terra de Gigantes (que coxas, meu!); a Judy e a Varda de Perdidos no Espaço; a cientista do Túnel do Tempo, que era a mesma atriz que eu comia como a Mulher Gato (sempre tive queda por mulheres inteligentes e bandidas, né Da. Maria José?). Sem contar aquela enfermeira gostosa de Jornada nas Estrelas e mesmo a boneca Lady Penélope de “Thunderbirds”. Todas elas eu comia ao menos uma vez por semana. A única que eu comia todo dia era a Tia Márcia, apresentadora do Zás Traz.

Assim cheguei aos 16 anos. Um tarado. Era um tarado virgem, mas era um tarado. Nenhuma daquelas insaciáveis mulheres me satisfazia mais. Eu queria outras. Um dia, dia de pagamento, um amigo me levou a um daqueles puteiros que tinha em São Paulo, na Boca do Lixo. Um prédio de 4 andares… Cheio de putas. Ali conheci Dalva. Mas Dalva era real. Sua buceta ficava ali, bem no meio das pernas, tinha pêlos sedosos, usava um perfume forte, tinha uma pele mulata e sedosa, coxas lisas, um pescoço salgado, uma bunda redondinha e um cu com gosto de loção de cabelo. Dalva era real. Era uma puta… mulher. Mas ela não era igual á Da. Mércia, Da. Maria José, Beatriz, Da. Idalina, as atrizes de pornochancha, Janis, chacretes e todas as outras que eu tinha comido. Dalva era real. E sendo real eu não podia comê-la…. Apenas podia, com ela, fazer amor. E fiz!

10/10/2006

Barata Cichetto, Araraquara – SP, é o Criador e Editor do BarataVerso. Poeta e escritor, com mais de 30 livros publicados, também é artista multimídia e Filósofo de Pés Sujos. Um Livre Pensador

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