SINOPSE
Em uma noite sombria e melancólica, um poeta atormentado pela própria existência encontra uma misteriosa criatura: um gato negro de olhar humano e presença sobrenatural. O felino, que se autodenomina “Nuncamais”, revela-se mais do que um mero animal—ele é um espectro de palavras, um emissário da desilusão e um arauto do destino.
À medida que o diálogo entre homem e o ser se desenrola, o protagonista é arrastado para um labirinto de sombras e reflexões, onde a linha entre realidade e alucinação se dissolve. O gato, com sua voz enigmática e profética, guia o poeta através de um cemitério metafórico de memórias, remorsos e verdades esquecidas. Entre tumbas, epitáfios e delírios, o narrador se vê confrontado com a inevitabilidade da morte, o peso da arte e a angústia da existência.
Inspirado na estética macabra de Edgar Allan Poe e envolto em uma atmosfera de lirismo sombrio, “Nevermore: Um Gato Chamado ‘Nuncamais'” é um poema narrativo gótico que mescla horror, filosofia e poesia em uma ode ao mistério da vida e do além.
“Nevermore: Um Gato Chamado ‘Nuncamais'”, é um longo poema, aqui publicado com a estética de uma história em quadrinhos, que mergulha no universo sombrio e psicológico de Edgar Allan Poe, entrelaçando elementos fantásticos e reais em uma narrativa envolvente. Inspirado nas duas maiores criações de Poe, “O Gato Preto” e “O Corvo”, o texto explora obsessões, culpa e o sobrenatural, evocando a atmosfera gótica característica do autor. Além disso, há referências históricas à misteriosa morte de Poe, bem como às figuras e fatos reais que cercaram seus últimos dias e seu sepultamento, reforçando o tom enigmático e trágico da história.
Na segunda parte do livro há um conto, chamado “O Gato Branco”, que traz a visão do autor do que teria acontecido após o final do conto “O Gato Preto”, quando o assassino da esposa sai da prisão e é então atormentado, desta vez, por um Gato Branco.
TRECHO
Ergue-se então o animal, eriça a pelagem e quase num gemer
Declama quase num canto, que faz até minha espinha tremer:
– Quem eu sou, pergunta o vate envolto pelas trevas da solidão
Sou aquele que teus medos serve e já fui chamado de escuridão.
E eis que agiganta-se o animal, tornando-se à minha altura
Enquanto que eu, apequeno-me na minha moral estrutura.
– Aquieta-te, que sombra alguma te trará algum malefício
E nem mesmo eu, que da escuridão construí meu edifício.
Curioso e confuso, ainda penso se não seria lógico um corvo
A servir a minha imaginação e a causar-me tamanho estorvo.
– Que te importa a minha aparência, poeta de iniquidade demais
Mas se desejas meu nome saber, podes-me chamar “Nuncamais”.
AVALIAÇÃO
Ainda não há. Compre e avalie!


Título: Nevermore: Um Gato Chamado “Nuncamais” (Rock In Poe-try)
Autor: Barata Cichetto
Gênero: Poesia Quadrinizada
Ano:2025
Páginas: 56
Tamanho:16 X 23 X 0,5 Cm
Peso: 0,150 Kg
Impressão: Colorida, Papel Couchê