Cartas Celestiais

Junto do mar, a tua voz rouca me vem lembrar que é preciso ruir e se juntar de novo
E das vozes que se erguem gravemente tragica e sonora, a tua ainda se distingue
passando como voos de momento,

Como ventos que me visitam constantemente

Hoje mais e mais atento as ondas que se levantam crescentes, sei tanto de ti
Das tuas profundezas, como alguém que ouve a tua voz e me dizer que nada importa, nem a distância, o tamanho do barco ou a direção da bússula

As buscas hesitam, nas minhas inquietudes intermitente, no esforço de esforço eu faço sermos de novo azul e praia,

Do luto que nos vestiu, abrem-se lapsos e cortinas, e dos cais sobre o frágil equilíbrio ameaçado, pousaremos nossos pés,

E nem toda a história sobre a vida e a morte, não fornece sequer um fragmento de evidência

Que terminamos, resguem-se os tratados náuticos e as cartas celestes,

A vida brota agora nas confissões escritas na areia.

Charles Burck, é o heterônimo de Wilson Costa, Rio de Janeiro, RJ. Autor, romancista, poeta e webdesigner.
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