Em Memória de Mim

Deixem-me acabar de contar a história comprida de alguém
Sobre o poeta e sobre o homem, sobre mim e sobre ninguém
E sabem que aquele que conta um conto sempre aumenta
Um ponto em um conto, mentira é o que ninguém aguenta.

E entre medos e receios, conto a minha porque a conheço
Jamais a de outros, pois a maioria delas sequer reconheço
E conto antes que da memória a apaguem feito ao cigarro:
A minha história me pertence, feito o esperma e o escarro.

E por conhecer a memória de uma terra aculturada e cega
Deixo escrito o meu registro pois a mim minha terra renega
E se daqui a dois séculos a glória chegar sobre o meu nome
Saibam que apesar das lides, por pouco não morro de fome.

E das putas das ruas do centro, às das periferias da cidade
A todas tratei com desejo, todas fodi com enorme felicidade
Pois então que conheçam a minha poesia e minha memória
E se não for por bem ou por mal, por ela estarei na história.

07/03/2013

Barata Cichetto, Araraquara – SP, é o Criador e Editor do BarataVerso. Poeta e escritor, com mais de 30 livros publicados, também é artista multimídia e Filósofo de Pés Sujos. Um Livre Pensador

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