Inocência e Culpa
– “Quanto dói uma saudade?” – Pergunta a freira á uma prostituta menina
– “O mesmo custo da liberdade!” – Responde o Juiz a um padre de batina
Afogado em seu desejo, o náufrago desnudo aporta em uma ilha deserta
Atado em nós, em mim e em Inocência, o desejo em mim ainda desperta.
Mataram Inocência ontem à noite em um quarto imundo de motel barato
Com um sorriso em seu rosto, cínico mas imponente, ela morreu de fato
Ah, Inocência, terás em um Poeta de dentes podres e a camisa rasgada
Um Vingador que trará a Justiça aos inocentes e sua morte será vingada.
Mas, responda Inocência, somos mesmo todos inocentes em realidade
Ou seria a culpa e o crime apenas uma questão de dia e oportunidade?
Sim, Inocência, queria eu saber sobre a culpa de sua prematura falência
Acaso seria eu também culpado por suicidar a minha própria Inocência?
– “Não existe crime sem perdão!” – Afirma o pastor com a bíblia e o pinto na mão
– “Eu não pretendo ser feliz, mas verdadeiro.” – Rebate um outro filósofo alemão
Então deixa eu tomar uma bebida em homenagem a morte da Inocência Perdida
Depois amanhecer bêbado abraçado a coxas nuas de uma prostituta arrependida.
2/11/2007


Memórias Arrependidas de Um Poeta Sem Pudor
(Antologia Poética, de 1978 a 2025)
Barata Cichetto
Gênero: Poesia
Ano: 2025
Edição: 4ª
Editora: BarataVerso
Páginas: 876
Impressão: Papel Pólen 80g
Capa: Dura
Tamanho: 16 × 23 × 5,2 cm
Peso: 1,50
Brindes Incluídos:
2 Marca-páginas da BarataVerso;
1 Marca-página BarataVerso em Couro;
2 Adesivos do BarataVerso;
1 Sobrecapa
Barata Cichetto, Araraquara – SP, é o Criador e Editor do BarataVerso. Poeta e escritor, com mais de 30 livros publicados, também é artista multimídia e Filósofo de Pés Sujos. Um Livre Pensador.