King Bird – Jaywalker

Escutar “King Bird” é algo muito estimulante. Procuras som de ótima qualidade, feito por músicos idem? Pois então, queridas crianças, escutem “Jaywalker” do King Bird. Dito isso, é claro que quem não gosta da banda, não precisa nem continuar a ler esta resenha.
Àqueles que não conhecem: João Luiz, o cantor, que também coloca seus magníficos dotes á disposição de bandas como Electric Funeral, Evil Eyes (Dio Cover), Silvio Lopes (Guitarra), Marcelo Macarrão (Baixo), Alexandre Marciano (Bateria), sendo que os dois últimos deixaram a banda logo após o lançamento do disco. Formada em 2002 a tenta resgata com muita competência, mas sem cópia ou clonagem o melhor som dos anos 70. Soando profissional em todos os acordes.

Apresentada a banda, ouçamos o CD: Começa mostrando qual é a desses caras: “Down The Crossroads”, é puro Rock And Roll, aquela coisa misto de Grand Funk com Dio… Uma salada saborosa…. Os riffs são fenomenais e a voz “Dionesca” de João fazem com que a gente já levante e saia dançando pela sala, com um bom copo de “Bourbon” descendo pela goela. E dá-lhe Rock, dá-lhe som.. O disco prossegue com a deliciosa “Underdog”, que me lembra um pouco Lynyrd Skynyrd destacando a precisão da guitarra de Silvio e a batera de Marciano, que tudo leva a crer assistiu Zinner e Junior da Patrulha tocarem…E por falar nisso, música conta ainda com a participação especial de Marcelo Schevano no Hammond. Apenas achei a música um pouco esticada demais. A terceira faixa já era minha conhecida, da primeira demo da banda: “Old Jack”, é uma baladona pesada, digamos assim. Aquela coisa que o UFO e Grand Funk adoram: começar uma música bem lenta, depois soltar os cachorros. Ai a gente sente melhor a noção do canhão poderoso que João tem na garganta. O baixo macarrônico também não deixa por menos e daí é só deixar rolar.

“Don’t Be Late” começa com uma “baixaria” danada, com o Sr. Marcelo, mostrando durante toda a música que “cozinha” é com ele mesmo.”Mother Nature”, uma da melhores músicas do disco tem solos inspirados de Silvio logo na entrada e na seqüência participação de Hélcio Aguirra (Golpe de Estado), uma balada para relaxar o espírito. Physis Song, é um solo de violão, uma instrumental de menos de 40 segundos e parece estar ali só para deixar a gente respirar por esses segundos, pois o que vem na seqüência é algo que nenhum fã de Dio, Rainbow etc., irá deixar de curtir: “Empty House”, com um riff pra lá de pesado e uma batera pra Ginger Baker nenhum se queixar. Uma parede sonora, consistente, dura… metálica… “Burning Like The Sun”, com a participação de Heros Trench, do Korzus, que co-produziu o CD, tem novamente o Hammond do Schevano, em destaque durante a música toda. Alíás, ótima idéia de colocá-lo fazendo contraponto ao duelo de guitarras. A penúltima faixa desculpa, negada, mas é Grand Funk Railroad puro pra mim… com um detalhe interessante: é como se no lugar de Mark Farner colocassem David Coverdale. Isso é não é uma crítica não e demonstra o quanto à banda gosta da boas bandas. “Just a Tale” fecha com a chamada chave de ouro o disco, rápida, rasteira, roqueira e forte. Bem esta resenha acaba aqui, mas saibam de uma coisa: antes de começar ele rolou muito e irá continuar rolando ainda muito tempo. Voe alto, King Bird!!!!!!!!

King Bird – Jaywalker
(2005 / Die Hard Records)
1- Down The Crossroads
2 – Underdog
3 – Old Jack
4 – Dont’ Be Late
5 – IMother Nature
6 – Physis
7 – Empty House
8 – Burnin’ Like The Sun
9 – All Over Again
10- Just A Tale

Barata Cichetto, Araraquara – SP, é o Criador e Editor do BarataVerso. Poeta e escritor, com mais de 30 livros publicados, também é artista multimídia e Filósofo de Pés Sujos. Um Livre Pensador

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