São coisas da vida. São coisas da morte
Os anjos e as trombetas.
As relíquias, as descobertas e os sábados.
Sol, chuva, sapato, as esquinas,
as missas, o leão, a vela e o leopardo.
As veias entupidas, o sal, o sangue e o parto.
O último beijo da boca dos amantes.
As duas caras da moeda no mesmo níquel
Tem dentes escapados e olhos oblíquos
Não fogem da sina e dos seus infernos
O paraíso tem água potável e verdades palatáveis.
O tempo que atravessa o osso, a carne e as cinzas
Dança sobre a fogueira santa, rege o coito,
Ao nível do mar, no alto das precipitações atmosféricas
Diz sobre o começo, o pulso, o fim e seu ditado.
Véspera é só o tempo das esperas
Um sublimado doce. Um sublinhado fino
Um risco. A sorte.
O rabisco de um verso não nascido.
Junho 22