[Soube o tempo roubar fábulas de sonhos]

Soube o tempo roubar fábulas de sonhos,
Pernoitadas no sereno,
no frio da manhã de domingo.
Não conseguiu ouvir nada além da própria voz
enquanto o outro dizia amar,
o ouvido se ressentia do silêncio escondido.
Teve trânsito livre na minha vida e,
eu te quis, em todos os dias do calendário.
Meu corpo sabia de você, como o olho que sabe da cor
Eu te decorava no meu verso,
na poesia mais bonita, te fiz.
Você sabia da minha história,
dos malfadados caminhos,
do que me contorcia, do que me fazia pequena.
Quis ir …eu, não te pedi para ficar.
A porta sequer tem chave.
Amor não se pede, não se compra em banca de jornal.
Amor de fome, de carne, de delírio consumido,
é sorte de gato preto, de trevo de quatro folhas.
Se recebe, não se apaga,
Só leva, só sente.
Só vibra, só vive.
Independente do sol,
Do tempo que a cortina esconde.
Da janela, que já viu teu sorriso,
Hoje vive de espera.

16.08.19

Lu Genez, Curitiba, PR, é poeta, escritora… E, claro, Livre Pensadora!

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