Imagem Criada Com IA a Partir de Foto

Memórias Arrependidas de Um Poeta Indesistível

E eis que retomo a resenha de minha autoria, publicada em 28/01/2024 neste BarataVerso  desta vez para acrescentar mais algumas impressões sobre o livro Memórias Arrependidas de um Poeta Sem Pudor, agora em sua quarta (definitiva?) edição. Noves fora qualquer redundância originada da resenha sobre a terceira edição (que eu julgava definitiva), esse novo cometimento literário do Filósofo de Pés Sujos, afastando a pecha de “mais do mesmo”, como se vê não apenas em livros, mas também em discos, filmes, peças de teatro, shows, programas de tevê & afins, não apenas amplia o legado literário de Barata Cichetto como o atualiza.

A coletânea é, na verdade, um tijolo com uma bela capa azul, cujo teor está muito bem organizado, com um esmero que só o dono da obra foi capaz de dar. Talvez um profissional do ramo editorial fizesse até melhor; contudo, neste caso, o olho do dono deu o formato certo ao livro. Barata Cichetto, de fato, não possui pudores em transpor para o papel as suas impressões sobre quase tudo que o cerca. A depender da situação e do seu estado de ânimo, o poeta escreve o certo não por linhas tortas, mas pelas linhas que ele mesmo define, desprezando regras de comportamento presas ao moralismo politicamente correto dos dias atuais. O autor não reserva pudores para dar nome às coisas, entre elas o sexo nas suas mais variadas formas, calcadas exclusivamente em seu heterossexualismo meio que “antiquado”, “tóxico”, “patriarcal”, “direitista”, “porco”, “conservador”, mas nunca (nunca mesmo!) misógino. Cichetto, até onde se pode observar, trata o sexo feminino como partner em seus prazeres – a mulher não manda, nem é mandada, para horror dos próceres do conceito de empoderamento feminino e da infernal onda wokista que nos assola. Luiz Carlos Cichetto é um sujeito malcriado, bocudo, respondão, irrequieto e inconformado. A primeira impressão que se tem ao ler seus textos é a de uma pessoa amarga, ressentida. Bem… a julgar pelas porradas que a vida lhe deu ao longo desses quase 50 anos de luta contra os moinhos de vento, ele teria motivos para ser tudo isso; mas, no fundo, no fundo, é um sujeito até divertido e espirituoso. Observando um pouco mais, ele é até mesmo um macho amoroso.

Alessandra Gomes Fotografada Por Vivi Acácio

Memórias Arrependidas de um Poeta Sem Pudor vai além do sexo e procura ir fundo nos sentimentos das pessoas, principalmente naquelas sensíveis às flutuações da política, às notas musicais do rock dos velhos tempos e de seus (nossos) ídolos mortos. Em suas quase 900 páginas, a sugestão a fazer é escolhê-las aleatoriamente (437, 18, 202, 33, 666…) para ter aquela sensação da descoberta e da surpresa.

Se Barata Cichetto não cometer uma nova edição de Memórias Arrependidas, tenha esta como a edição definitiva da obra de uma pessoa que nunca desiste, portanto, INDESISTÍVEL!

Genecy Souza, de Manaus, AM, é Livre Pensador.
Possui textos publicados na revista digital PI Ao Quadrado e na revista impressa Gatos & Alfaces.

Memórias Arrependidas de Um Poeta Sem Pudor
(Antologia Poética, de 1978 a 2025)
Barata Cichetto
Gênero: Poesia
Ano: 2025
Edição:
Editora: BarataVerso
Páginas: 876
Impressão: Papel Pólen 80g
Capa: Dura
Tamanho: 16 × 23 × 5,2 cm
Peso: 1,50

Brindes Incluídos:
2 Marca-páginas da BarataVerso;
1 Marca-página BarataVerso em Couro;
2 Adesivos do BarataVerso;
1 Sobrecapa

Barata Cichetto, Araraquara – SP, é o Criador e Editor do BarataVerso. Poeta e escritor, com mais de 30 livros publicados, também é artista multimídia e Filósofo de Pés Sujos. Um Livre Pensador

COMPARTILHE O CONTEÚDO DO BARATAVERSO!
Assinar
Notificar:
guest

2 Comentários
Mais Recente
Mais Antigo Mais Votado
Inline Feedbacks
Ver Todos os Comentários
Eduardo Schloesser
Eduardo Schloesser
10/08/2025 21:09

Preciso ter meu exemplar assim que possível! No momento é só o que posso dizer.

Conteúdo Protegido.
Plágio é Crime!

×