Muito Prazer, Eu Sou

Esse quarto nada tem de engraçado,
As paredes são cinzas, tudo é frio.
Parece que só existe uma porta,
Não mais do que uma única saída.
Uma luz tímida, lutando corajosamente contra essa escuridão.
É só uma visão deturpada e bastante míope de quem sou.
Tenho um nome, uma vida e uma identidade,
Pena que não viu, preferiu assim,
Ruir.
Limitou-se a apresentações pequenas, reduziu-se,
na mesquinharia de sua preferência,
por anos demais, um quadro, um quarto sem janela.
Só um aviso, eu existo.
Sou mais do que pensa,
mais do que a identificação falha de sua fala,
Não sou a coadjuvante de ninguém.
Nenhum negativo que não foi revelado,
Porque a foto ficou ruim.
Meu álbum é colorido demais.
Nasci de um útero igual,
Alguns alelos, cromossomos, genes,
DNA compatível, só isso.
Nesse canto, que é só um lugar de abraço,
Sou grande.
E você sequer me dá o nome,
Que pena.
Eu não sou só, a irmã gêmea de alguém que julga grandioso,
Que ao final, não passa de um personagem de desenho animado.
Foi assim que perdeu meu melhor,
O brilho do olho, minha poesia, meu verso, minha rima.
A estrada onde voo livre, sou quem sou.
Não precisa mais me apresentar,
Sou de Ares, me sei.
Eu me apresento.

Lu Genez, Curitiba, PR, é poeta, escritora… E, claro, Livre Pensadora!

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