Montagem: Barata

O Proposital Naufrágio de Um País Podre Por Dentro

Não sei por que ainda insisto em acompanhar o noticiário (aquele que ainda não foi corrompido). Talvez seja algum traço de masoquismo escondido nos becos da minha mente ou talvez seja porque nasci no Brasil e isso certamente afeta negativamente o QI, mesmo que involuntariamente.

Seja por que for, a notícia com a qual me deparei é medonha: A dívida brasileira está em 74,3% do PIB. Foda-se, não é mesmo? Afinal de contas o pobre não come PIB, não é mesmo?

Não, não é mesmo.

Se o país fosse uma pessoa assalariada, a notícia daria conta de que 74,3% do salário dessa pessoa estariam empenhados em dívidas sendo que 6,6% são só pra pagar os juros. Parece desesperador e de fato é: embora sejamos o país pobre mais rico do mundo, ver 74% de tudo o que foi produzido (cerca de 6 trilhões de Reais) escoar pelo ralo do endividamento é de causar pesadelos.

Pra piorar, nosso governo comuno-socialista bananeiro conseguiu ampliar o saldo negativo das contas do país em assombrosos 250 bilhões de Reais.

Pensou que é só isso? Não! Tem mais! Nosso método de cálculo é “diferenciado”, por assim dizer. Sim, temos o jeitinho brasileiro em tudo, especialmente na economia. Explico por cima: O Fundo Monetário Internacional costuma ter outro método de calcular a dívida dos países. Eles levam em conta os chamados títulos livres oficiais, o que nos deixaria com pavorosos 84,5% do PIB em dívidas públicas.

Não obstante tudo isso, o Brasil é só alegria. O amor voltou ou como diria o asqueroso presidente do STM: “a esquerda quer o bem dos pobres”.

Se aumentar ainda mais as dívidas a serem pagas pelos pobres é fazer-lhes o bem, então ele deve estar coberto de razão. Num país que não se notabiliza por sua média de QI, este senhor pode perfeitamente se tornar um ícone com mais uma ou duas declarações desse tipo.

Mas eis que enquanto estou escrevendo este texto e apertando meus já desgastados dentes, vejo novamente o espectro de Nelson Rodrigues chegar com sua indefectível camisa do Fluminense. (Ele sempre aparece de surpresa quando uso a minha velha máquina de escrever, uma Lettera 32 da Olivetti. Lembrem-me de não usá-la mais, por favor).

Num gesto esfumaçado e largo ele diz com voz rouca: “Na vida o importante é fracassar”. Sim, eu conheço a frase, seu Nelson. Mas ela não se aplica ao plano econômico que os petistas têm para o Brasil. Para os esquerdistas tupiniquins que estão no núcleo do lulo-petismo, os números apavorantes de nossa dívida não são resultado de imperícia ou imprudência. Não se trata de insucesso.

Ao contrário: os números mostram que o plano comuno-socialista que uma escumalha de vagabundos engendrou para o Brasil está dando super certo. No mundo psicopata do lulismo, estão todos satisfeitos com o sucesso do desastre.

Mas como assim? Piorar a economia é o plano deles? Não. Piorar não. Arrasar é a palavra certa.

Para a escória vermelha, não há interesse nenhum em governar um país com economia pujante a que todos tenham acesso – por isso a China é um caso à parte já que lá só os membros do partidão é que enriquecem. Economias fortes trazem riqueza mesmo a quem está na base da pirâmide social. Mais riqueza, mais independência. Mais independência, mais liberdade.

Liberdade. Ah! Como essa palavra é odiada pelos esquerdistas! Não há comuno-socialismo com liberdade. Liberdade pressupõe a existência do individualismo, o contraponto exato do coletivismo que é alicerce de todo o preceito comuno-socialista. Uma economia forte de livre mercado traria mais riqueza, mais liberdade, mais possibilidades de crescimento e consequentemente mais força ao indivíduo.

Como o objetivo de todo governo comuno-socialista é controlar totalitariamente o povo e transformá-lo numa massa funcional apenas para o coletivo, não é de se espantar que nossa economia esteja em frangalhos: O empobrecimento da população é à base do plano lulo-petista para a implantação de um controle total.

Só o Estado gordo e provedor será capaz de alimentar uma população majoritariamente empobrecida e desesperada. Diante da miséria e da fome, a população facilmente renunciará à sua liberdade e a seus princípios em troca de comida e de qualquer esmola atirada pelo vão da janela.

O totalitarismo petista vem a rápido galope.

Treze estados já têm mais cadastrados no Bolsa Família do que empregados: todos os nove estados do nordeste e mais quatro do norte. Em metade do nosso país a venezuelização já deu certo e é praticamente irreversível. E a outra metade? Falta pouco e tudo indica que vamos chegar lá.

O naufrágio de nosso país, já fatalmente apodrecido por dentro, é proposital e tem sido conduzido habilmente por profissionais do desastre sob o vetusto disfarce de proteção dos pobres, devidamente avalizado por milicos que são vendidos ou mentecaptos.

Ou as duas coisas ao mesmo tempo.

Áureo Alessandri é engenheiro, escritor e músico da banda La Societá, autor do livro “Conspiração Andron“. Um Livre Pensador.

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Olavo Villa Couto
Olavo Villa Couto
22/04/2024 22:23

Não acredito no naufrágio do país, mas sim de uma parcela de podres corruptos, gente de laia baixa, raia miúda, que pensa que é Deus, mas não passam de vermes. Esses sim naufragarão. Afundarão no abissal do próprio mal que eles próprio criaram. Acredito na Justiça, não do país, e muito menos na divina, mas naquela que está simplesmente na chamada “lei do retorno”. E esses, que tentam afundar este navio. estarão à deriva, náufragos nus, nadando para sobreviver em alguma ilha deserta. Porque aqui, na Ilha de Vera Cruz, jamais reinarão!

Genecy de Souza
Genecy de Souza
14/04/2024 23:13

Ótimo texto!
Enquanto houver esse sentimento de depender do Estado para tudo, sempre será uma porta aberta para todo tipo de desmando. O clientelismo é um mal presente na política brasileira desde sempre e, o que é pior, ele sempre muda de forma para se adaptar às conveniências do momento, como vemos hoje.

Áureo Alessandri
Áureo Alessandri
Responder a  Genecy de Souza
16/04/2024 17:39

Obrigado, estimado Genecy
Metade do país já deu certo pros esquerdistas. Falta pouco pro restante chegar lá.

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Plágio é Crime!

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