Quase o Tudo

Apesar dos sentimentos, do espiritual, essa boca carnal ainda me ronda

Aleatórias facetas, tocadas e sensíveis que buscam nas trevas a luz,

Quando a boca se fecha uma porta se abre,

Cada homem com seu choro e cada menino com seus medos,
por todos os lados a língua avança
parece-me por um momento
que a vida sorri em seus lábios

E eu que escrevo, penso:

Talvez, não seja um poema quase nada, para revelar quase o tudo

Charles Burck, é o heterônimo de Wilson Costa, Rio de Janeiro, RJ. Autor, romancista, poeta e webdesigner.
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