Que país desconfiado é o nosso, mas todo cuidado é pouco,
Somos roubado por todos e de todos os lados
Este país, enquanto se alivia no banho
Roubam-nos a mãe, a irmã, e a tia,
Tudo cheira à tirania, tudo cheira a podridão
Sem perder tempo afio a caligrafia numa petição a Deus
Santa Paciência, a padroeira dos que esperam, salve-nos
Até ela perdeu a sua, roubaram-na, toda
Nesta terra de mosquista quem se atreve a fazer doer, se já dói tudo nas terras tupiniquins
País dos pobre, encheu o báu e o manteve fechado,
Entre dois sudários, um foi roubado, o outros verte as lágrimas do Senhor Nosso,
Que contém senão a todas tristeza do sagrado coração.
O que é a vida? Òh! País?
que parede comprida essa
Desconfio que estamos todos numa mesma prisão!
Charles Burck, é o heterônimo de Wilson Costa, Rio de Janeiro, RJ. Autor, romancista, poeta e webdesigner.
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