Em fácil entendimento: Não existe ainda imunização com as vacinas contra a COVID-19, assim como não existe coadunação entre vacina e emergência.
Lembro-me quando eu era criança e haviam campanhas de vacinações, muitas vezes fui enganado pela minha mãe, ouvindo falsas promessas, como por exemplo: “Será só gotinha, meu filho”. O amor de uma mãe a fazia mentir para que eu saísse do posto de saúde com uma bela picada. Eu acabava ganhando um sorvete e não ficava com raiva do Zé Gotinha.
Fazendo um exercício de reflexão, com um recorte Brasil, talvez o que esteja faltando ao brasileiro seja uma palestra do Zé Gotinha. Do jeito que as coisas andam, o personagem pró-vacina seria convidado para a CPI da Pandemia. E pelo andamento dos cangaceiros perguntadores do Senado, o Zé Gotinha seria desrespeitado em mesma proporção que a Doutora Nise Yamaguchi, afinal, sua chamada era “Vacina é prevenção”, ou seja, a mesma afirmação que a renomada médica disse reiteradamente na CPI, apesar de todas as interrupções, pelos proclamados salvadores de vidas, todos pesados por inquéritos na contramão de um país saudável.
Não cansarei o leitor citando cada um dos confirmados e possíveis crimes que Aziz e Calheiros carregam nas costas. Não posso negar a dificuldade de soma-los, tão difícil quanto achar um artigo científico da médica cantora Luana Araújo, encantadora de caciques contrários às agendas pró-Brasil. A diferença é que os políticos líderes daquele tribunal de exceção possuem em demasia inquéritos, em contrapartida, sobre a médica a gente só encontra músicas. Que tal um convite para cantar no dia do relatório final? Visto que o relatório já está pronto, basta ensaiar o hit, ficando o convite para Randolfe Rodrigues como backing vocal.
Muita calma nessa hora! Não estou promovendo equivalência entre a Doutora Nise Yamaguchi e o Zé Gotinha. A médica colaboradora nas ações de enfrentamento à Covid-19, fala, ou pelo menos tentou falar no caso do circo CPI, sobre a irrefutável diferença entre tratamento e prevenção. O Zé era o mensageiro em época de vacinação testada em termos de eficácia e segurança. Cabe lembrar que, a vacina mais rápida aplicada em seres humanos na história da humanidade foi a da Caxumba, 4 (quatro) anos.
Em fácil entendimento: Não existe ainda imunização com as vacinas contra a COVID-19, assim como não existe coadunação entre vacina e emergência.
Feministas, fiquem tranquilas, a doutora e secretária do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, depoente convidada no Senado antes da Dra Nise, também não precisa de vocês. O currículo da profissional na área da saúde só não é mais extenso que os de inquéritos de Omar Aziz e Renan Calheiros.
Mayra, mesmo sendo interrompida constantemente e grosseiramente pelos abutres do senado, deu um show. Espero vê-la em lugares menos insalubres e em ocasiões propositivas, diferente deste circo armado com palhaços (com todo respeito aos profissionais do humor) sem graça.
Os verdadeiros negacionistas são aqueles que se recusam a indagar. Em tempos em que a mídia, a qual me recuso a chamar de tradicional, prefiro o termo antiquada, realiza diariamente o esforço em desqualificar o Brasil no ranking de enfrentamento à pandemia, ignorando, infelizmente os dados de mortes “de” e mortes “com”, agora também ignora análises com outros países, rejeitando até mesmo que o país é hoje o quarto país que mais vacina no mundo, perdendo apenas para produtores. Tudo isso, independente do mais importante, analisar a segurança das aplicações.
Como explicar o caso do Chile que, diante da aceleração na vacinação obteve a alta de casos? Obviamente, embora, a última frase tenha terminado com ponto de interrogação, é bom deixar claro, não há afirmação de relação e sim de indagação legítima. Lembrando que 85% das doses ministradas no país citado são da Coronavac.
Chamem logo o Zé Gotinha para explanar: Vacinas experimentais não se trata de imunização.
Aos cidadãos que fazem incríveis fotos, muitos chorando de emoção pela picada, com imenso respeito, não emito congratulações, muito menos pessimismo. Apenas quando perguntado, oriento informações factuais sobre o que temos, salientando que deveríamos ter mais, muito mais laudos. A ausência de laudos é uma premissa da qual nos coloca como cobaias.
A Pfizer, atualmente, estando em constante pauta por provável, ressalto provável, grau maior de confiabilidade possui relatório confirmado em contrato, onde sua previsão de SEGURANÇA e EFICÁCIA são garantidas apenas em 12/2023. Já a AstraZeneca é ainda mais preocupante, datada para 03/2024.
Por que tu choras como se estivesse salvo?
Ainda sobre a AstraZeneca, o caso da promotora de justiça Thais Possati, deveria ser capa de todos os noticiários de grande circulação e também em publicidade governamental, de forma massiva. Esta mulher de 35 anos, grávida, teve um AVC (Acidente Vascular Cerebral) ocasionado pela aplicação da vacina em questão. Logo em seguida, a ANVISA emitiu nota, vetando o uso em gestantes. Ficou alguma dúvida de que nós estamos no mesmo patamar de ratos de laboratórios?
Eu sei que o Google não vai ajudar como deveria, então fazemos aqui este trabalho de informar a tragédia da hipocrisia. Luc Montagnier, um dos mais renomados virologistas do mundo, Nobel de Medicina, atribuiu à vacinação em massa o risco de novas variantes do vírus da peste chinesa. Portanto, havendo riscos, não podemos deixar chegar perto a possibilidade de obrigatoriedade.
As perguntas foram interditadas? Eu não negocio a minha capacidade de perguntar. Se em debate não há consenso, apenas torcidas de politicagem de 55º categoria, vamos no rumo do ponto pacífico, ou seja, a dúvida e cobrança por relatórios que justifiquem medidas.
Esse negócio de atacar o inimigo de esquerdista ou direitista emite apenas um inócuo adjetivo de um símbolo do burro que se infla e o que se suja.
Claro que existem conceitos de esquerda e direita, entretanto, estes rótulos desvirtuam o que pode ser mais simples; chame-os de besta, mau-caráter, incoerente, ladrão, traidor, mentiroso, independente do broche.
A academia foi tomada. A mídia corrompida. A cultura foi sequestrada. No esporte sempre existiu influências políticas, mas agora a incoerência foi envernizada sem tempo de secar a cara de pau, constatada na divulgação da Copa América transferida da Argentina para o Brasil. Não se trata de rejeitar todos simbolismos. É preciso identificar se o símbolo é a comunicação da verdade.
Se ficou muito abstrato e você precisa de um exemplo, pensa na hipotética situação: uma emissora é contra um jogo esportivo, porém, transmite um jogo do mesmo esporte, criticando a existência de um campeonato do mesmo jogo.
Ficou confuso? Então prepare-se: A emissora agradece a audiência, mas não apoia. Desculpe-me por complicar um pouco mais, não posso esquecer: Bem amigos, não se preocupe, tudo isso é para salvar a sua vida.
Enquanto isso, Doria curte sua piscininha e se cuida com vitamina D, embora, confesso ter demorado a reconhece-lo, há tempos a máscara é o seu escudo. Máscara ajuda a esconder muita hipocrisia. A máscara estava em seus olhos quando passaram ônibus lotados, do hotel de luxo não é possível enxergar metrôs, na aglomeração vip ninguém está preocupado em indagar ausência de laudos sobre as doses da vacina-slogan, sua hospedagem não corre risco de ser soldada. Próxima pauta: Calça e sunga apertadas, o look pandemia.
Dinho Ferrarezi, de Juiz de Fora, MG, é jornalista e Livre Pensador!
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