Quantas partidas ensaiadas esbarram no portão
Metade querendo atravessar a linha
Outro meio querendo ficar
além dos sonhos impossíveis.
Estéril é o chão sem sementes do amanhã.
Uma pele sentindo frio
No vazio dos pés descalços.
Tudo é amortecimento
Enquanto a necessidade da sobrevivência ainda corre nas veias,
Resta-nos a desistência.
Abrir mão, quando os nós dos dedos
Não conhecem de adeus,
Dos seus subterfúgios e de todas as máscaras coloridas.
As dores dançam em outros lugares
Não há convite para o jantar.
Hoje é só sábado
Dia de céu azul
Ideal para cultivar rosas amarelas.
Em canteiros de solidão.
A Lua já apareceu, na noite daqui.
Maio 20