[Quantas partidas ensaiadas esbarram no portão]

Quantas partidas ensaiadas esbarram no portão
Metade querendo atravessar a linha
Outro meio querendo ficar
além dos sonhos impossíveis.
Estéril é o chão sem sementes do amanhã.

Uma pele sentindo frio
No vazio dos pés descalços.
Tudo é amortecimento

Enquanto a necessidade da sobrevivência ainda corre nas veias,
Resta-nos a desistência.

Abrir mão, quando os nós dos dedos
Não conhecem de adeus,
Dos seus subterfúgios e de todas as máscaras coloridas.

As dores dançam em outros lugares
Não há convite para o jantar.

Hoje é só sábado
Dia de céu azul
Ideal para cultivar rosas amarelas.
Em canteiros de solidão.

A Lua já apareceu, na noite daqui.

Maio 20

Lu Genez, Curitiba, PR, é poeta, escritora… E, claro, Livre Pensadora!

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