A minha poesia não agrada aos poetas modernos,
Fêmeas ou machos que usam botas, saias e ternos.
O que pensam ser, oh, nobres colegas de profissão,
Que fazem poesia como pedido, defesa e confissão?
Acaso adulterando as formas e subtraindo a estética,
Pensam mesmo estarem fazendo revolução poética?
Minha poesia não é bem quista nem por poetistas,
Poetas de barro mole que pensam que são artistas.
O que pensam ser quando crescerem, oh, raquíticas,
Agindo como se poemas fossem desculpas políticas?
Decerto acreditam que a pobre poesia é arte coletiva,
E fazem dela bandeira para sua indignação seletiva?
A minha poesia não é bem amada pelas desamadas,
Falsas vadias de falsos falos e vaginas desanimadas.
E o que gostariam de ter em troca de sua felicidade,
Além das farsas perenes da própria excentricidade?
E o que temem em mim, além de abalar sua crença,
Que poesia é enfermidade sem nunca ser a doença?
Minha nunca pobre poesia é mal vista pelos machos,
Que das efemérides comunistas são meros capachos.
E do que gostariam que eu falasse nos meus versos,
Antes que eu transforme em pedaços seus universos?
E por fim, ainda pergunto sem esperar pela resposta,
Que espécie de poeta engole apenas o que não gosta?
15/09/2019


Memórias Arrependidas de Um Poeta Sem Pudor
(Antologia Poética, de 1978 a 2025)
Barata Cichetto
Gênero: Poesia
Ano: 2025
Edição: 4ª
Editora: BarataVerso
Páginas: 876
Impressão: Papel Pólen 80g
Capa: Dura
Tamanho: 16 × 23 × 5,2 cm
Peso: 1,50
Brindes Incluídos:
2 Marca-páginas da BarataVerso;
1 Marca-página BarataVerso em Couro;
2 Adesivos do BarataVerso;
1 Sobrecapa
Barata Cichetto, Araraquara – SP, é o Criador e Editor do BarataVerso. Poeta e escritor, com mais de 30 livros publicados, também é artista multimídia e Filósofo de Pés Sujos. Um Livre Pensador.
