(Morte, razão final. A morte é o derradeiro argumento, o mais poderoso.)
Ontem pensei em ler a Bukowski, mas desisti
E depois peguei um Neruda, mas a ele resisti
Rimbaud ou Baudelaire? Qual dos franceses?
Augusto ou Quintana? Seria melhor ingleses?
Ontem pensei em ler alguma poesia moderna
Mas não lembro de nenhuma que seja eterna
Nenhum nome a cogitar, nenhum a perguntar
Pois não há nenhum poeta que possa aguentar.
Ontem, de fato, não queria ler poeta algum
Se um não há que seja melhor que nenhum
E se na poesia faço minha narrativa obscura
É pois a única forma de cruzar a rua escura.
Ontem, não pensei em ler poetas sem vergonha
Se é a poesia aquilo que minha vida envergonha
E nessa sociedade de mortos poetas e sem culpa
Poesia é aquilo que digo à morte como desculpa.
08/05/2015


Memórias Arrependidas de Um Poeta Sem Pudor
(Antologia Poética, de 1978 a 2025)
Barata Cichetto
Gênero: Poesia
Ano: 2025
Edição: 4ª
Editora: BarataVerso
Páginas: 876
Impressão: Papel Pólen 80g
Capa: Dura
Tamanho: 16 × 23 × 5,2 cm
Peso: 1,50
Brindes Incluídos:
2 Marca-páginas da BarataVerso;
1 Marca-página BarataVerso em Couro;
2 Adesivos do BarataVerso;
1 Sobrecapa
Barata Cichetto, Araraquara – SP, é o Criador e Editor do BarataVerso. Poeta e escritor, com mais de 30 livros publicados, também é artista multimídia e Filósofo de Pés Sujos. Um Livre Pensador.

Muito bom, Barata ! Bom, eu sou suspeito pra elogiar… 👍👏👏👏👏
Obrigado, meu amigo, extremamente “suspeito para elogiar” (rsrsrsrs)