Sobem as cortinas rasgadas do teatro imundo
E o ator esfarrapado interpreta um vagabundo
O poeta é o farsante e a peça uma brincadeira
Enquanto o ditador desfolha solene a bandeira.
Poetas são atores que representam atores representando
Farsas montadas sem mestres de cerimônia apresentando
Poesia escorrendo pelos cantos das bocas feito babujas
Apaguem as luzes da ribalta e fechem as cortinas sujas.
Pelos palcos nojentos, calçadas lotadas de imundices
Representam farsas medíocres, lotadas de crendices
Ninguém acredita em peças cheias de poético pudor
E então matem o ator e chamem ao poeta de traidor.
O camarim iluminado é a ultima fronteira da guerrilha
Atores limpando maquiagem, fantasia cor de maravilha
E pelas esquinas escuras, putas e lésbicas são defloradas
Enquanto as crianças da morte pelo vício são devoradas.
15/05/2013


Memórias Arrependidas de Um Poeta Sem Pudor
(Antologia Poética, de 1978 a 2025)
Barata Cichetto
Gênero: Poesia
Ano: 2025
Edição: 4ª
Editora: BarataVerso
Páginas: 876
Impressão: Papel Pólen 80g
Capa: Dura
Tamanho: 16 × 23 × 5,2 cm
Peso: 1,50
Brindes Incluídos:
2 Marca-páginas da BarataVerso;
1 Marca-página BarataVerso em Couro;
2 Adesivos do BarataVerso;
1 Sobrecapa
Barata Cichetto, Araraquara – SP, é o Criador e Editor do BarataVerso. Poeta e escritor, com mais de 30 livros publicados, também é artista multimídia e Filósofo de Pés Sujos. Um Livre Pensador.
