No universo da poesia, o poeta é como um alquimista, tecendo fios de palavras para transformar a matéria ordinária em ouro lírico. Ele é um artífice das emoções, um arquiteto da linguagem, que encontra na realidade o barro primordial para moldar suas obras. Em suas mãos, a realidade comum se torna matéria-prima para um novo mundo, tingido com as cores da imaginação e do sentimento.
Em uma manhã de primavera, enquanto o sol espreita tímido entre as folhas recém-nascidas das árvores, o poeta se senta à beira de um rio, contemplando as águas que refletem o céu azul como um espelho quebrado. Ele observa os pássaros que dançam nos galhos e as crianças que correm pela margem, e sua mente começa a tecer os fios da inspiração.
Ele observa as nuances da vida cotidiana: os amores perdidos, os sonhos desfeitos, os sorrisos desbotados. Cada detalhe é uma peça do quebra-cabeça da existência, e o poeta, com sua sensibilidade aguçada, encontra beleza até nos cantos mais sombrios da alma humana.
Com a caneta em punho, ele mergulha nas profundezas de sua própria alma, navegando pelas correntezas do seu ser interior. Ele derrama lágrimas sobre o papel, como se cada gota fosse uma estrela cadente a iluminar o céu da sua poesia. Ele pinta com palavras os cenários da vida, transformando o efêmero em eterno, o comum em extraordinário.
Seus versos são como janelas abertas para outros mundos, convites para uma viagem além do tempo e do espaço. Ele desvenda os segredos do universo com a simplicidade de um sussurro e a profundidade de um oceano. Cada palavra é um portal para a compreensão mais profunda da condição humana.
Renato Pittas, Rio de Janeiro, RJ, é artista plástico, poeta, escritor e Livre Pensador. Autor de Tagarelices: Conversas Fiadas Com as IAs.
Short vídeo do amigo Daniel Jorge Noronha Pinto, que inspirou Renato Pittas, segundo suas próprias palavras, para este texto. Obrigado aos dois pelas considerações. Ah, sim, o Jorgito escolheu bem a trilha sonora: “Ser“, da Patrulha do Espaço. (BC)
