Caminhamos para mais um fim,
Um outro começo,
A roda viva na fiação dos tempos
A trama dos retalhos desconexos
o eterno emendo emaranhado do existir
Amanhareces e anoiteceres, se chegam e se vão,
Descascados, ruidosos, sonolentos.
Só mais uma reza de aceitar,
Nascimento e morte.
No compasso do círculo,
Tudo só gira
Infinito.
Começo e fim, fim e começo.
Os ventos movem moinhos,
Contam histórias de Quixote e,
De outros Romeus.
Na despedida dos amantes de cera
Hoje, é só uma hora a mais,
Ou o primeiro dia de amanhã
Ou, o fim indigesto da meia noite.
O amuleto escondido no bolso da calça
Não traz mais nenhuma sorte cerzida,
só a realidade dos dias,
Azuis e cinzas.
O cheiro do orvalho lembra-me dos amores risonhos,
Das manhãs de segunda feira.
hoje chove, é domingo e, você partiu.
Fim do gozo,
A poesia invertida, no ponto final.
Contei bobagens de adeus
01.09.19