Não me venha falar de amor,
Mereço mais, do que uma anedota barata
Contada em fim de feira.
sua boca é mentirosa,
nem sequer, sinto o hálito quente
Indecorosos, são os lábios da mentira.
Não se preze a esse papel pequeno,
Minha plateia já conhece desse show
De bilheteria fracassada
Sem aplausos de fim.
Não soube dar um final digno
Nem sequer a seu olho,
Quis iludir o espelho
Com essa sua voz pastosa.
não quero saber da novela,
Nem dos seus dias
Na verdade, não quero saber de você.
Daqui, só me interessa que vá embora,
Devolva-me as chaves,
as portas, não te pertencem mais.
Você já estragou o suficiente de mim.
Talvez, ainda não tenha percebido,
Eu me salvei de você
Dos seus venenos e do balde no quarto.
do seu contágio corrosivo
Que insistia, nas migalhas de nada,
Enquanto, passava margarina no pão,
Falando de amor.
06.09.19