[O mundo não é justo]

O mundo não é justo
Os deuses pecam indiferença
Morrem pagãos
O lobo come a ovelha
A Disneylândia cobra caro o ingresso
Nem todo mundo sabe andar de avião.

O saldo do banco, soa negativo
Só posso ler livros usados
Estou afônica.

Nenhum sobressalto nos números atômicos
Os quadrados da tabela periódica estão intactos
O rei e a rainha, salvos da ousadia de pobres peões
Casas brancas e pretas, não são meras distinções do jogo.

As linhas imaginárias são divisórias
Meridianos estabelecidos sobre o abismo
Dos tijolos e lonas da cidade
A chuva, só leva um deles pro bueiro.

Há de se saber que todo o sangue é vermelho
Que o estribo é o menor osso do corpo
Flores podem nascer no asfalto
Enquanto tudo é deserto.

10.02.20

Lu Genez, Curitiba, PR, é poeta, escritora… E, claro, Livre Pensadora!

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