Te esperei todas as manhãs de domingo
E você não veio,
O café esfriou.
Me contei bobagens certas
Para disfarçar a voz amarga,
Mentiras de açúcar.
Nosso amor de plástico deformado,
Não sobreviveu a segunda feira
Acordou, desistindo de nós.
Na mesa um par, abandonado de coisas
Deixei ali, o vaso ressecado dos poemas que te fiz,
e que você não soube desaguar.
Verso solto, sem rima.
O cansaço dos dias desmemoriados
Vão morrendo das esperas,
As veias dormentes,
Não lembram da pele do pelo do cheiro
Talvez o gozo ressecado, marcando outros lençóis.
na parede pálida
o relógio ensaia a lágrima
Do meio-dia.
Nenhuma mensagem em voz bolorenta, na Caixa postal
Amanhã, manhã de uma xícara.
Uma pena e um papel.
22\05\2019