Deixa de querer justificar à gente teimosa o óbvio, escreva sem explicar a frase, entenda sem querer que entendam, fora isso o tempo persiste sua caminhada ilusória sobre a cognição paleolítica, onde creio sobreviver era bem selvagem e de incríveis possibilidades depois da roda e a agricultura. O mp3 explode pela placa de som enviando para os alto falantes, Almoxerifado, um emaranhado de estilos tocando durante duas horas, talvez testando sua paciência. Sei lá, desisti de querer saber.
Tenho os cabelos azuis, e o que você espera me olhando como se fosse uma aberração, insípida, exposta para a impressionar a curiosidade comum à todos de narizes tortos ou não; desde que consigam olhar à si mesmos, sem ter que bipolarizar ou burning this situation…. Nada importa muito, tudo é passageiro ficando apenas na memória a intensidade do momento, a memória e o desintegrar-se nos neurônios. Ficar fixado não traduz movimento, assim como tradições negacionistas do presente impedindo as transformações geradas pela inquietação humana, e subsequentemente, nossa evolução como seres.
Parece estranho, mas me falta alguma coisa talvez uma palavra que conclua esta tagarelice ou que convença alguém para me dar atenção.
Renato Pittas, Rio de Janeiro, RJ, é artista plástico, poeta, escritor e Livre Pensador. Autor de Tagarelices: Conversas Fiadas Com as IAs.
