Com o que a besta sonha enquanto dorme – Ela não dorme
Ela anda arrumando as horas para gelar o sangue
às vezes, a terra nos repudia, e nos enterrra antes da hora,
São as horas vazias no fundo de todas as coisas
Há horas vazias em todas as noites vadias que não findam
E eu, não sei o que acontece dentro das noites
Estrelas extintas, pó de coisas antigas
O vento que assovia e sopra as borboletas mortas
Hora surdas e vã que não ligam para nós
Ninguém liga para uma alma esquecida e só
A dor de todas as ruas vazias, somam-se, e são capazes de imitarem línguas aguçadas do silêncio.
Sinto ciúmes dos teus braços
perdidos nos braços de outro
Ninguém se livra de seus fantasmas, não às quatro horas da madrugada.
Não há máscara que nos proteja do medo
Nem que dê descanço a uma alma magoada
Senti ciúmes, não nego.
Foi pequeno arranhão nos sentimentos
Um distração do ego em alto relevo na pele
Noites vazias criam ilusões,
Prazeres solitários, falsos anuncios de paixão.
Triste cena noturna
O coração silencia
Ao longe uiva esse bicho que assusta
Solidão.
Charles Burck, é o heterônimo de Wilson Costa, Rio de Janeiro, RJ. Autor, romancista, poeta e webdesigner.
Blog
Facebook