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Opera Mundi Quinta Parte: Portal To Doomsday Celebration — O Início do Fim

“Quero poder caminhar
Com toda a certeza
E desafiar todos os desafios.
Não me cabe mais chorar.
Eu sou passarinho,
É hora de voar.”

Clarisse da Costa

O dirigível Mare Crisium, ganhou lentamente o céu, subiu e aumentou a velocidade, adentrou triunfante, em meio as densas nuvens negras cósmicas. Fortes ventos e raios astrais castigaram vorazmente a aeronave interestelar. A sonhadora em vigília e a comandante Bartira, estavam na ponte de comando do dirigível e se entreolhando em um silêncio abissal.

— O que a milady, esperava encontrar vindo aqui? — Perguntou a militar de alta patente, de forma desdenhosa.

— Este é assunto que é somente meu, comandante Bartira! — Respondeu a afra rainha, complacentemente e continuou — O início de um sonho e a certeza que tudo vai acabar bem!

— Volte para a vossa casa milady, para a tua nova morada, no mundo em vigília! — Disse a comandante Bartira, como quem queria terminar uma conversa desagradável e com uma visita indigesta.

O dirigível Mare Crisium, venceu a tempestade e adentrou no negror da zona de exclusão, o vazio absoluto, onde as negras sombras se movimentavam lentamente do nada. Foram ouvidos, gritos de dores e sussurros lancinantes, surgiam do vácuo e iam para lugar nenhum. Uma revoada de agorentas aves Moris, circundaram a aeronave, uma ave agourenta pousou no parapeito da janela do camarote do dirigível. Os grasnares da ave agorentas trespassaram as infinitudes do vácuo astral e chegaram nas duas ocupantes do camarote do dirigível Mari Crisium, como se fosse uma cruel sentença de morte.

Ao longe, suspensa no ar, a Turris Ebúrnea, despontou no horizonte negro em meio as álgidas neblinas eviternas, em um perdido recôndito vazio da terra dos sonhos. A visão imponente e decadente da Turris Ebúrnea, encheram o álgido coração negro da sonhadora em vigília, com sentimentos contraditórios, a semideusa queria perecer e renascer várias vezes. À distância, Luna Dark chocada, viu duas sentinelas robôs Erbore, guardando no portal de entrada da Turris Ebúrnea. Então, Luna Dark, escaneou as duas letais e portentosas peças bélicas ladeadas. E notou as mesclas das tecnologias Masai e Mursi, um grau de eficiência militar, jamais vista ou imaginada pela afra rainha. A sonhadora em vigília, tentou acessar os bancos de dados, dos robôs sentinelas e simplesmente não conseguiu. Os complexos cérebros positrônicos, sequer existiam e as letais armas bélicas estavam envoltas em uma magia antiga e desconhecida de Luna Dark.

— Quem sabe, eu posso ajudar a milady! — Disse a comandante Bartira, sem mover os lábios e a militar de alta patente destravou os bloqueios das peças militares. Então, Luna Dark, a afra rainha, foi inundada com apavorantes vívidas, imagens de sonhadores e sonhadoras, tentando em vão, adentrar na Turris Ebúrnea e sendo calcinados e dilacerados, sendo teletransportados para o vácuo de sombrios multiversos inexplorados, pelas sentinelas robôs Erbore.

— Satisfeita milady? — Perguntou friamente a comandante Bartira.

— Calibor creio eu! — Luna afirmou enfática.

— Recebi ordens, para deixar a vossa majestade, no alto da Turris Ebúrnea! E caso a milady consiga sair da Turris Ebúrnea, vá embora, milady Luna Dark, enquanto a vossa majestade puder! — Falou friamente a comandante Bartira.

Um ajudante de ordens, Aparai AS1, adentrou no camarote, veio avisar que o dirigível, tinham chegado ao ponto de não retorno. Se chegassem mais perto, as sentinelas robô Erbore, iriam ser ativadas no módulo defensível. Os zunidos eletrônicos, que a máquina proferiu, chegaram aos ouvidos de Luna Dark, como se fossem finos cristais sendo triturados. A sonhadora em vigília, não deixou de pensar na primitiva comunicação da máquina, com a comandante do dirigível teria algum motivo.

— Chegamos ao vosso destino final! Milady Luna Dark! — Anunciou de forma solene a comandante Bartira.

As duas poderosas mulheres, se levantaram simultaneamente, andaram até as escadas, desceram os degraus, ao chegar no final das escadarias, os olhares ferozes de dezenas de felinos chegaram à Luna Dark e encontraram somente a indiferença. Andaram poucos metros, até chegarem ao deque de embarques e desembarques, do dirigível a porta se abriu automaticamente. Luna Dark, não querendo prolongar o mal-estar, deu as costas para a comandante e deu uns passos e flanou no ar, e subiu a poucos metros acima de Bartira. A afra rainha, deixou a belonave, se afastou poucos metros, olhou para trás e encarou a militar de alta patente com olhos ferinos. A outra, devolveu com um olhar frio, a porta do deque se fechou e a sonhadora em vigília admirou o Dirigível Mare Crisium entrar e desaparecer em uma ponte Einstein-Rosen.

A sonhadora em vigília, agora sozinha, suspensa no vazio cósmico, olhou para baixo, para Turris Ebúrnea a poucos metros abaixo dela. E a afra rainha, desceu lentamente, uma revoada das agorentas aves Moris, saudou a afra rainha, com seus grasnares tétricos em um negro bailado macabro. As aves agourentas, se multiplicaram e circunvagavam ao redor da afra rainha até a Turris Ebúrnea. Um portentoso brado, um salve a afra rainha, chegou na mente de Luna Dark, em vários dialetos e idiomas de povos há muito extintos.

Fragmento do livro: Sustentada no Ar Por Asas Fracas

Argumento de Samuel da Costa, poeta, contista e novelista em Itajaí, Santa Catarina.

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