Os Filhos das Cegueiras

As duas mãos se desgradeiam pela primazia da mente, o coração foi silenciado e aprisionado
Calado, censurado como um estorvo perigoso e inútil
Seja qual for o peso, e o desgosto, seremos todos culpados a carrega-los
As forças obtusas nos empurra através das multidões.
E um jovem me aponta o dedo e me denuncia, sem saber ele a direção
Os corpos vazios doutrinam os zumbis, a cada gesto de bondade desencadeiam-se atos de guerras
Estranhos tocam as crianças e deformam suas florações
O dinheiro injetado nas veias são a droga da ilusão
Protejo-me de mim, de mim própria, das minhas proprias ilusões, daquilo vejo e me cega
De seguir meu próprio caminho
Mas tal é tentação de darmos um passo atrás frente ao abismo
Para não cairmos sem peso, para longe do mundo, mas invariavelmente a multidão nos empurra a cada vez mais para o precipício

Charles Burck, é o heterônimo de Wilson Costa, Rio de Janeiro, RJ. Autor, romancista, poeta e webdesigner.
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