[Queres-me nua]

Queres-me nua,
Eu que sempre estive para ti
Honesta e à beira da loucura
Tentando-te, mas vives de esboços de desejos,
Aderente, mas não plenamente entregue
Sou, sem um fio de linho ou seda sobre a pele
Vivo enquanto vacilas, a escrever desde a ponta da língua aos manifestos de consolos
Pois compreendo e percebo os desejos de outros homens que me despem sem me ter
Canso, pois são incontáveis as noites em que eu as engoli para que não fosse eu a ser por elas consumidas
Sem apelos fecho as janelas e portas de mim,
Vivas, com minhas ausências e silêncios
Guarda e teu peito este segredo, pois de mim terás, a partir de agora, somente a minha fidelidade e distância
E tu, a saudade que há de te engolir por inteiro.

Charles Burck, é o heterônimo de Wilson Costa, Rio de Janeiro, RJ. Autor, romancista, poeta e webdesigner.
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