Quanto de herança carregam os opacos olhos amarelos
Qual a característica cromossômica que prevalece na pele,
Sobre qual ajuntado de DNA’s os ossos se suportam, carregando a si mesmo, e ao pó dos versos perdidos.
Quanto de deserto se tem o andarilho
Sobre qual chão, se perdem preces malfadadas,
quando se nega o bom e claro amanhecer.
Já não há noites suficientes nos céus de agosto,
Capazes de suportar o apanhado do que se é,
Funestos são os sedutores-traidores-carnudos, lábios de Dalila.
Um canto é só um canto, sem a melodia dos anjos
A absolvição de uma confissão, não te absolve de nada.
O quanto de lendas e estórias fantasiosas te contaram para dormir
Em qual delas se sonha ou se perambula sob a luz da lua
O sono REM te recompensa das falas inequívocas de um dia de adeus.
Deixada a palavra amor, no travo da garganta
Enquanto o outro corpo se desfaz do seu,
E o frio te toma de arrasto, e a fenda se abre,
No obscuro escuro do quarto da solidão.
E a mão abandonada, se desfaz das células mortas.
E se é ruína e esperas.
Por qual nome de te chamam homem,
Depois que se perde a pureza do batismo
E se conhece um pouco mais sobre as respostas, as vozes e o embaraço.
24.Ago.21