Sou apenas um mero esqueleto tentando lutar contra a merda de um mundo que não quer saber de nada que não seja a porcaria do próprio umbigo. Sabe mesmo quem é seu inimigo? Claro que não, porque não passa de um mero anão, um mero escravo do senão, e do talvez. E do “quem sabe desta vez”. Mas, caro cretino, idiota desde menino, não será este mês, que lhe chegará a oportunidade, de ser de verdade, um ser humano em liberdade, aquele que tem vontade, de humanidade, que arde de desejo, de ser nada mais nem menos que humano, não apenas por um dia ou um ano, mas até que a morte o separe, e sem que ninguém repare, na sua liberdade perdida, na sua poesia nunca lida, e na sua virulência arrependida. E que foi rompida, quando a maldição nunca entendida, foi percebida, pelo Ditador. Aquele mesmo que não canso de ofender, porque a um maníaco ninguém pode defender. — Não tente me conquistar, não procure do meu lado estar, porque enquanto a dignidade em mim restar, e enquanto minha alma ao demônio eu não emprestar, tratarei ao capeta, de um dedo maneta, como uma merda de proveta, bosta profana, que apenas engana, quem acha que cana, é uma o nome de uma mexicana, que querem chupar. E como disse o tal do Chico, que rimo pinico: afastem de mim esse cale-se. E então, cala a boca seu Chico, que na Vila Buarque anda de fraque. E nunca esqueça, que pau que bate em Francisco, também bate em Chico, seja Buarque, Entupido de craque na Cracolândia, ou na Holanda.
(*) O título é uma frase de Vinnie Blues
06/06/2024
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Do Livro:
Freak News (Histórias Bizarras para Tempos Estranhos)
Autor: Barata Cichetto
Gênero: Crônicas
Ano: 2024
Edição: 1ª
Editora: BarataVerso
Páginas: 72
Tamanho: 16 × 23 × 0,5 cm
Peso: 0,200 kg
Barata Cichetto, Araraquara – SP, é o Criador e Editor do BarataVerso. Poeta e escritor, com mais de 30 livros publicados, também é artista multimídia e Filósofo de Pés Sujos. Um Livre Pensador.

Sensacional Barata ! Resumiu toda a parada. Obrigado pelo crédito brother.
As “Freak News” são para isso, ao menos é meu objetivo: tentar resumir num texto de 300 palavras um sentimento. Quanto ao crédito, não precisa agradecer, que é minha obrigação.