Rabisco poemas sórdidos e sujos na calada da madrugada, gelada
Escondido de mim mesmo, enquanto minha mulher dorme, pelada
Acendo o cigarro proibido, agarro a libido, afago fantasmas no porão
E procuro por respostas numa estante empoeirada, o pó do alcorão.
E fantasmas não têm rostos, não tem cores e nem tem nomes
Mas aqueles que a mim assombram tem inúmeros sobrenomes.
Porque deixo agora de falar de coisas, falando apenas minha amada
E deixo morrer tranquilas sinas antigas, a morte de amante chamada
Amo o desejo que brota em mim, e de Bell eu chamo o meu tesão
E por aquela que amo sou soldado das armas e das almas artesão.
E fantasmas não têm gostos, não tem dores e nem prenomes
Mas aqueles que assombram minha alma inúmeros pronomes.
Quando abres sepulturas desenterrando fantasmas apodrecidos
Despertas também minhas lembranças de mortos empobrecidos
É preciso um instante apenas e o cheiro de podre domina o ar puro
Deixe então que mortos fiquem no sepulcro de cimento sujo e duro.
Fantasmas não têm faces, não usam espelhos nem perfume de rosas
Mas aqueles que maltratam a minha carne tem aparências horrorosas.
Queime barcos que carregam ao antigo continente, velho mundo morto
E deixe que as cinzas sejam carregadas com a brisa que sopra do porto
Que mortos permaneçam sepultados, não chores pelos engraçados
Não peças perdão aos criminosos e não consoles aos desgraçados.
Fantasmas não existem, não tem corpo e nem tem uma alma sequer
Mas aqueles que nos maltratam existem da dor que nossa alma requer.
10/05/2010
Prompt:
Male, Gutural Vocal, Metal, Nu Metal, Progressive Metal,
[intro]
[verse]
Rabisco poemas sórdidos e sujos na calada da madrugada, gelada
Escondido de mim mesmo, enquanto minha mulher dorme, pelada
Acendo o cigarro proibido, agarro a libido, afago fantasmas no porão
E procuro por respostas numa estante empoeirada, o pó do alcorão.
[chorus]
[laugh]
E fantasmas não têm rostos, não tem cores e nem tem nomes
Mas aqueles que a mim assombram tem inúmeros sobrenomes.
…
[chorus]
[laugh]
Fantasmas não existem, não tem corpo e nem tem uma alma sequer
Mas aqueles que nos maltratam existem da dor que nossa alma requer.
[laugh]
[outro]
[fade out]


Memórias Arrependidas de Um Poeta Sem Pudor
(Antologia Poética, de 1978 a 2025)
Barata Cichetto
Gênero: Poesia
Ano: 2025
Edição: 4ª
Editora: BarataVerso
Páginas: 876
Impressão: Papel Pólen 80g
Capa: Dura
Tamanho: 16 × 23 × 5,2 cm
Peso: 1,50
Brindes Incluídos:
2 Marca-páginas da BarataVerso;
1 Marca-página BarataVerso em Couro;
2 Adesivos do BarataVerso;
1 Sobrecapa
Barata Cichetto, Araraquara – SP, é o Criador e Editor do BarataVerso. Poeta e escritor, com mais de 30 livros publicados, também é artista multimídia e Filósofo de Pés Sujos. Um Livre Pensador.




















