Sinopse:
Há universos que não nascem de planos. Nascem de atenção.
Este livro começa onde ninguém espera: num chat de live. Uma brincadeira. Uma ideia lançada no ar. Um personagem chamado Baratex, inspirado num jeito de falar, de andar pelo mundo, de observar as coisas. Parecia pouco. E era. Até deixar de ser.
Dias depois, surge Ecos do Deserto. E ali já não há coincidência. O Caubói Filosófico aparece com voz própria, gestos reconhecíveis, pensamentos afiados. Não como cópia, mas como leitura profunda. Como alguém que observou antes de escrever.
O universo cresce. Ganha corpo, pólvora, vinho, poesia e filosofia. Surgem personagens que não orbitam — permanecem. Entre eles, José Cat: um felino antropozoomorfo inspirado no lendário Zé Gatão. Companheiro, força bruta e consciência moral. Aqui, personagens não são funções. São relações.
Em O Sangue, o Vinho e o Verso, isso fica claro logo nas primeiras linhas. A amizade atravessa a narrativa sem discurso fácil: crenças passam, ideologias passam — o vínculo permanece. A partir daí, entende-se que estas histórias não inventam pessoas. Compreendem-nas.
Os contos se sucedem com ritmo e personalidade. Aventuras diretas, humor afiado, violência estilizada, nonsense assumido e uma poesia que surge onde não deveria — e por isso funciona. O cenário oscila entre a Terra dos anos 80 e 90 e outros mundos possíveis, onde o absurdo não pede explicação: se impõe.
Baratex é um herói improvável.
Caubói e poeta. Bruto e sensível. Pensador e atirador. Quando precisa, reflete. Quando não precisa, age. Entre versos e pólvora, carrega uma humanidade imperfeita — e por isso convincente.
O absurdo aqui não é adereço. É linguagem. Um felino gigante citando versículos bíblicos enquanto derrota inimigos. Um caubói, um gato e um jogador de futebol coexistindo sem que o mundo peça coerência. Este universo não explica o estranho. Assume.
As influências estão à vista e não pedem licença: Tex, James Bond, Indiana Jones, Django, Guardiões da Galáxia, faroeste italiano, ficção pulp. Tudo rearranjado com identidade própria, como uma colcha de referências que se sustenta sozinha.
Há homenagens explícitas, como em O Evangelho Segundo José, onde faroeste, Bonelli, Tex Willer e emoção se encontram em doses altas — especialmente para quem reconhece as camadas afetivas por trás do personagem.
Visualmente, o livro se impõe. Ilustrações autorais abrem cada capítulo. A capa, precisa e simbólica, é assinada por Eduardo Schloesser. E o fechamento vem com um conto-posfácio de Adriana Avelino — a Drigo — ampliando o jogo com metalinguagem e profundidade.
Este não é apenas um livro de histórias.
É um universo em formação.
Um mito contemporâneo sendo escrito agora.
Baratex: Lendas de Um Velho Caubói Filosófico, de Vinícius Pereira.
Leia.
Descubra.
E decida, por conta própria, se heróis improváveis ainda são possíveis.


Baratex – Lendas de Um Velho Caubói Filosófico (Temporada 1)
Autor: Vinícius Pereira
Editora: Selo Lâmina 44
Gênero: Contos
Ano: 2026
Páginas: 232
Tamanho: 15 X 21 X 1,25 cm.
Impressão: Papel Offset 90g
Impressão: PB
Capa Cartonada, Laminado Fosco
Arte de Capa: Eduardo Schloesser (Colorido por Louis Mello)
Posfácio: Adriana Avelino (Drigo)


































