Apresentação
Eduardo Schloesser
O primeiro álbum de Zé Gatão foi um parto muito difícil. Eu comecei a trabalhar nele, se a memória não me trai, em 1994. Publicar quadrinhos no Brasil sempre foi muito complicado, pelo fato de que não existe mercado para o produto nacional. Houve sim, honrosas exceções, como a revista Circo e os títulos dos cartunistas famosos, mas em regra não acontece assim com todos. Depois de alguns planos econômicos, principalmente o Plano Collor, muitas casas fecharam as portas e profissionais ficaram sem trabalho. Eu não tinha onde levar meu material para apreciação e aguardei uns anos até que em 1997, eu e meu pai pegamos um empréstimo em um banco e bancamos a edição. Não haviam publicações nacionais com aquele acabamento gráfico (tipo álbum europeu) e isto chamou a atenção de alguns.
Vamos lembrar que nesta época não havia internet e meios de publicar de forma autônoma (salvo o Marcatti que tinha uma impressora off-set profissa em casa).
A divulgação também foi algo muito laborioso, o que dificultou as vendas (que eu fazia mão a mão). Levou muito tempo até que o personagem fosse reconhecido minimamente.
Sou muito crítico em relação a este primogênito. Eu não tinha a menor ideia de como criar uma narrativa em quadrinhos, errei muito e vários pontos são deficientes, mas mesmo assim acho que o recado foi dado.
A temática, recheada de violência, sexo e filosofia barata foi influência do underground europeu, de títulos como a El Víbora.
Pelo retorno que ainda recebo, ele ainda é o preferido de muitos por ser bem punk, muito visceral.
O primeiro álbum de Zé Gatão foi um parto muito difícil. Eu comecei a trabalhar nele, se a memória não me trai, em 1994. Publicar quadrinhos no Brasil sempre foi muito complicado, pelo fato de que não existe mercado para o produto nacional. Houve sim, honrosas exceções, como a revista Circo e os títulos dos cartunistas famosos, mas em regra não acontece assim com todos. Depois de alguns planos econômicos, principalmente o Plano Collor, muitas casas fecharam as portas e profissionais ficaram sem trabalho. Eu não tinha onde levar meu material para apreciação e aguardei uns anos até que em 1997, eu e meu pai pegamos um empréstimo em um banco e bancamos a edição. Não haviam publicações nacionais com aquele acabamento gráfico (tipo álbum europeu) e isto chamou a atenção de alguns.
Vamos lembrar que nesta época não havia internet e meios de publicar de forma autônoma (salvo o Marcatti que tinha uma impressora off-set profissa em casa).
A divulgação também foi algo muito laborioso, o que dificultou as vendas (que eu fazia mão a mão). Levou muito tempo até que o personagem fosse reconhecido minimamente.
Sou muito crítico em relação a este primogênito. Eu não tinha a menor ideia de como criar uma narrativa em quadrinhos, errei muito e vários pontos são deficientes, mas mesmo assim acho que o recado foi dado.
A temática, recheada de violência, sexo e filosofia barata foi influência do underground europeu, de títulos como a El Víbora.
Pelo retorno que ainda recebo, ele ainda é o preferido de muitos por ser bem punk, muito visceral.
A Cidade do Medo
Arco: A Cidade do Medo – Parte 1
Personagens: Zé Gatão
Roteiro: Eduardo Schloesser
Arte: Eduardo Schloesser
Tentando não conquistar mais problemas pra sua miserável vida, Zé Gatão é pego numa armadilha de beira de estrada e é derrotado por bandidos. Mas antes de dar adeus a este mundo, ele é salvo por um primata que lhe oferece uma chance de gloria na arena da “Cidade do Medo”. Sem opção, o mestiço se vê obrigado a concordar com o plano do estranho que lhe salvou.
15 Páginas
(+1 Pagina de Agradecimentos, 2 Páginas de Prefácio e 4 Páginas de Introdução)
Nervo Exposto
Arco: A Cidade do Medo – Parte 2
Personagens: Zé Gatão, Gato Félix, Garfield, Gato Fritz
Roteiro: Eduardo Schloesser
Arte: Eduardo Schloesser
Analisando sua vida até aquele momento, Zé Gatão relembra parte de sua infância e seu passado traumático com o padrasto violento. Melancólico, ele acaba recebendo a visita de Alice, uma gata antropomorfa que resolve lhe contar a historia de como a cidade elegeu Equus a salvador e governante além de explicar como ela e mãe chegaram ali. Emocionados, os dois personagens acabam por criarem um laço.
15 Páginas
Drama
Arco: A Cidade do Medo – Parte 3
Personagens: Zé Gatão
Roteiro: Eduardo Schloesser
Arte: Eduardo Schloesser
A conspiração para derrubar Equus começa a se articular por entre seus soldados. Traidores da elite militar da cidade, liderados pelo coronel Bruthus Phudidus, fazem uma visita ao nosso herói para assim estabelecer as regras do jogo da encenação na luta da arena.
7 Páginas
Teatro de Dor
Arco: A Cidade do Medo – Parte 4
Personagens: Zé Gatão
Roteiro: Eduardo Schloesser
Arte: Eduardo Schloesser
A grande hora chegou e a luta que Zé Gatão ira travar esta para começar. Alice é capturada e mantida como refém por Bruthus o que obriga nosso herói a fazer tudo conforme o plano para tomada do poder. Apos uma luta truculenta contra um touro, ele ruma ao encontro do coronel para recuperar a gata.
17 Páginas
Veneno Crepuscular
Arco: A Cidade do Medo – Parte 5
Personagens: Zé Gatão
Roteiro: Eduardo Schloesser
Arte: Eduardo Schloesser
O cão militar se depara com uma terrível reviravolta em seu plano: uma bomba nuclear armada para detonar a Cidade do Medo e seu povo! Zé Gatão, que já estava marchando rumo ao encontro do coronel a quem jurou matar, acaba conhecendo Equus e descobrindo seu plano perverso para o acabar com tudo.
Ao final de cada história, a divisória entre capítulos do volume é ilustrada com uma pin-up a lápis.
16 Páginas
Avaliação
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Zé Gatão
Autor: Eduardo Schloesser
Gênero: História Em Quadrinhos, Alternativo
Publicado em: 1997
Editora: Prk Gráfica e Editora
Status: Edição Única
Número de Páginas: 78
Formato: 21 x 28 cm
Capa: Cartonada/Colorida
Impressão: Preto e Branco
Acabamento: Lombada Quadrada
Eduardo Schloesser, Jaboatão dos Guararapes, PE. é desenhista, quadrinista, ilustrador e escritor, criador de Zé Gatão. Também é o ilustrador de A Vida e os Amores de Edgar Allan Poe. Livre Pensador.
TODOS OS ÁLBUNS DO ZÉ GATÃO
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PUBLICAÇÕES DE EDUARDO SCHLOESSER À VENDA NO BARATAVERSO


Desenhando Palavras
Autor: Eduardo Schloesser
Gênero: Contos
Prefácio: Leandro Luigi Del Manto
Ano: 2025
Páginas: 300
Tamanho: 16 X 23 X 2 cm
Capa: Brochura
Papel: Pólen
Eduardo Schloesser, Jaboatão dos Guararapes, PE. é desenhista, quadrinista, ilustrador e escritor, criador de Zé Gatão. Também é o ilustrador de A Vida e os Amores de Edgar Allan Poe. Livre Pensador.


Crazy Skretchbook de Eduardo Schloesser
Autor: Eduardo Schloesser
Gênero: Sketchs, Arte, Desenhos
Ano: 2025
Páginas: 248
Tamanho: 16 X 23 X 2 cm
Impressão: Papel Couchê Com Ilustrações em Azul, Vermelho e Preto
Capa: Dura
Eduardo Schloesser, Jaboatão dos Guararapes, PE. é desenhista, quadrinista, ilustrador e escritor, criador de Zé Gatão. Também é o ilustrador de A Vida e os Amores de Edgar Allan Poe. Livre Pensador.


Do Livro:
ZéGatãoVerso – Contos de Luca Fiuza Ilustrados por Eduardo Schloesser
Texto: Luca Fiuza
Criação do Personagem e Ilustrações: Eduardo Schloesser
Apresentação e Edição: Barata Cichetto
Gênero: Contos/Quadrinhos
Ano: 2024
Edição: 2ª
Editora: BarataVerso
Páginas: 312
Tamanho: 16 × 23 × 1,80 cm
Peso: 0,500


































Zé Gatão é um personagem atemporal! A grande característica de suas histórias é a de não ficar presa apenas à ação, violência e sexo! Não! O Gatão é um personagem existencialista e ele navega desde situações mais prosaicas e comezinhas do nosso dia a dia, a aventuras que envolvem mistério e magia! Você pode encontrar o felino em Megalópoles sujas e apinhadas, numa cidade litorânea, em desertos, e meio a uma borrasca, em um navio à deriva, em um local estranho relacionado à civilizações antropomorfas extintas(ou não) e mesmo numa selva hostil e luxuriante! O cerne do personagem é a sua busca incessante e quimérico por paz, amor e tranquilidade longe dos horrores de seu universo distópico! Além do Gatão, Edu Schloesser demonstra sua versatilidade, tanto em outras produções com temas não relacionados ao felino cinza, quanto a seu traço dinâmico/Cinematográfico que abrilhatam sua Obra de mais de trinta anos de existência!
Grato demais, mano velho!
Eu estaria sendo muito pretensioso e cabotino se dissesse que esse primeiro álbum do Zé Gatão já é um objeto lendário?
De forma alguma, velhão.